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Lei que impede docentes de retornar à CGA tem morte anunciada

MP solicita ao Tribunal Constitucional a declaração de inconstitucionalidade da norma que impede docentes de retornar à Caixa Geral de Aposentações, sem garantias de devolução de verbas

Os professores contratados que no final do ano lectivo são dispensados estão entre os lesados pela lei de 2024
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  • O Governo alterou a lei para impedir o regresso de alguns milhares de docentes e trabalhadores da função pública à Caixa Geral de Aposentações (CGA).
  • O Ministério Público pediu ao Tribunal Constitucional que declare a inconstitucionalidade geral e abstracta do diploma.
  • A solicitação foi feita na sequência de um pedido da Federação Nacional dos Professores.
  • Várias decisões já saídas do Palácio Ratton indicam unanimidade entre os conselheiros quanto à violação do princípio da confiança no Estado.

O Ministério Público (MP) pediu ao Tribunal Constitucional (TC) que declare a inconstitucionalidade geral e abstracta de uma lei alterada pelo Governo, destinada a impedir o regresso de docentes e outros trabalhadores públicos à Caixa Geral de Aposentações (CGA).

A proposta decorre de um pedido da Federação Nacional dos Professores, que aponta violação de princípios constitucionais, como a confiança dos cidadãos no Estado. A medida visa evitar o retorno à CGA para quem tenha saído ou mudado de regime.

As consequências já verificadas pelo Executivo têm levado a decisões do Palácio Ratton, com entendimento consolidado de que a norma fere o princípio da confiança. O processo encontra-se em tramitação no TC, aguardando os próximos passos.

Não há indicação de prazos para a decisão final, nem de efeitos práticos até ao desfecho do processo. O objetivo é clarificar a constitucionalidade da norma e, se for o caso, anulá-la definitivamente.

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