- O secretário-geral do PS criticou a ausência do primeiro-ministro, Luís Montenegro, para acompanhar o Portugal-Espanha, considerando-a incompreensível numa altura de alerta de incêndios.
- Carneiro pediu que o chefe do Governo estivesse no país e explicou que o Estado decretou a situação de alerta devido ao previsível aumento de calor e ao risco elevado de incêndios rurais.
- O político lembrou que, em 2022, António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa cancelaram uma deslocação oficial durante situação crítica de incêndios.
- O tema surgiu num contexto de controlo dos exames nacionais, com sinais de falhas na avaliação eletrónica e atraso na divulgação de resultados.
- O Governo indicou que as candidaturas ao ensino superior devem manter-se inalteradas; o PSD mostrou disponibilidade para ouvir audições parlamentares, dependendo de uma explicação satisfatória do Governo.
O secretário-geral do PS criticou a ausência de Luís Montenegro para acompanhar o jogo Portugal-Espanha, numa altura em que o país está em situação de alerta devido aos incêndios. Falando com jornalistas no Funchal, referiu que esperava ver o Primeiro-Ministro no território nacional.
Carneiro afirmou que é incompreensível estar fora do país para assistir ao futebol numa fase de alerta, e lembrou o contexto de emergência em Portugal. A intervenção ocorreu durante uma deslocação de dois dias à Madeira, com foco na temática do mar.
Situação atual de incêndios e medidas
Na quinta-feira, o Governo declarou situação de alerta das 00:00 de sexta-feira às 23:59 de segunda-feira, em função de altas temperaturas e do risco agravado de incêndios rurais. O ministro da Administração Interna confirmou a continuidade do alerta.
O socialista recordou ainda que, em 2022, Costa e Rebelo de Sousa cancelaram uma deslocação oficial a Moçambique durante período crítico de incêndios, para assegurar resposta nacional.
Carneiro destacou a importância de uma explicação oficial sobre as ações para garantir a fiabilidade dos exames de candidatura ao ensino superior, deixando aberta a hipótese de uma comissão de inquérito caso não haja resposta adequada.
O PSD já se mostrou disponível para audições parlamentares sobre os problemas nos exames nacionais, sem apoiar a lógica de uma comissão de BE. O objetivo é apurar falhas identificadas pela Educação.
Na sexta-feira, o Ministério da Educação informou que a divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais ficaram adiadas devido a falhas na avaliação eletrónica, com algumas professoras sem receber os itens das provas para corrigir. As candidaturas ao ensino superior mantêm-se abertas a 20 de julho.
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