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Carneiro critica ausência de Montenegro para assistir ao Mundial

Carneiro critica ausência de Montenegro no Mundial, considera grave o PM estar fora do país em estado de alerta por incêndios e calor e pede explicação às famílias sobre exames

José Luís Carneiro
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  • O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, criticou a ausência do primeiro-ministro Luís Montenegro, durante o Mundial, numa altura em que Portugal está em alerta devido aos incêndios.
  • Carneiro afirma que é incompreensível que o Governo esteja fora do país, sem uma palavra ou explicação para as famílias sobre os exames e a avaliação para o ensino superior.
  • O país entrou em situação de alerta das 00h00 de sexta-feira às 23h59 de segunda-feira, por causa do calor e do risco elevado de incêndios rurais.
  • Em 2022, o então primeiro-ministro António Costa e o então Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa cancelaram uma deslocação a Moçambique em altura crítica de incêndios; Carneiro diz que o Governo atual não pode deixar de manter comunicação com as famílias.
  • A oposição, PSD, diz estar disponível para audiências parlamentares sobre os problemas nos exames nacionais, enquanto BE pediu uma comissão de inquérito; o Governo ainda não avançou com explicações formais.
  • O Ministério da Educação informou que a divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido a falhas na avaliação eletrónica, mantendo-se as candidaturas ao ensino superior a partir de 20 de julho.

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, criticou nesta segunda-feira a ausência do Primeiro-Ministro Luís Montenegro durante o Mundial de futebol, numa altura em que Portugal está em alerta devido aos incêndios. O comentário ocorreu no Funchal, onde o secretário-geral acompanhava uma visita relacionada com exames nacionais.

Carneiro afirmou que seria expectável que o chefe do Governo estivesse no país, sobretudo face à situação de alerta. A declaração surge após o Governo ter declarado estado de alerta entre sexta-feira e segunda-feira por previsões de calor extremo e risco elevado de incêndios rurais.

O governante recordou eventos ocorridos em 2022, quando o então primeiro-ministro António Costa e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cancelaram uma viagem a Moçambique em contexto de incêndios. Também solicitou explicações às famílias sobre as medidas que asseguram a fiabilidade dos exames de acesso ao ensino superior.

Contexto dos exames e do alerta

Nesta manhã, o PSD manifestou disponibilidade para viabilizar audições parlamentares sobre os problemas nos exames nacionais, incluindo o ministro da Educação, desde que não se enquadre na lógica defendida pelo BE para uma comissão de inquérito.

Na sexta-feira, o Ministério da Educação informou que a divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido a falhas da avaliação eletrónica, com alguns professores sem receber itens das provas para corrigir. As candidaturas ao ensino superior manteram-se marcadas para arrancar a 20 de julho.

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