- O designer Valentino Garavani faleceu a 19 de janeiro de 2026, encerrando a vida de um dos nomes centrais da moda e o império Valentino.
- Fundou a marca Valentino em 1960, em Roma, ao lado de Giancarlo Giammetti, com quem manteve uma parceria de décadas.
- Ficou conhecido como o “imperador” da moda, tendo criado a assinatura de vestidos vermelhos, designados Rosso Valentino, usados por figuras de relevo ao longo de várias décadas.
- A casa Valentino tornou-se símbolo da Dolce Vita, com residências e espaços emblemáticos, incluindo o Château de Wideville, nos arredores de Paris.
- O primeiro vestido Rosso Valentino surgiu em mil novecentos e cinquenta e nove, e entre noventa e cinco e dois mil e vinte e um foram criados mais de mil trezentos vestidos nessa tonalidade.
Valentino Garavani, conhecido pela assinatura do vermelho, faleceu a 19 de janeiro de 2026, aos 93 anos. O estilista italiano deixou um império da moda criado em parceria com Giancarlo Giammetti, iniciação que começou em Roma e perdura além da sua vida.
A história do duo começa em 1960, quando Valentino regressa a Roma para lançar a marca Valentino. Giancarlo Giammetti tornaria-se o parceiro de negócios e de vida, mantendo o funcionamento da casa que quase enfrentou a falência no início. A parceria durou mais de seis décadas.
Valentino ganhou fama com vestidos vermelhos icónicos, transformando o tom Rosso Valentino numa assinatura da marca. Entre 1959 e 2021 foram criados mais de mil vestidos na cor característica, que consolidou o estilo de luxo e sofisticação. O vermelho tornou-se símbolo da identidade da casa.
A vida privada do casal também ajudou a moldar a imagem pública da marca. Valente e reservado, Valentino preferia manter a esfera pessoal fora dos holofotes, segundo relatos do parceiro Giancarlo Giammetti. O duo cultivou uma comunidade de amigos influentes que acompanhava as festas da casa.
Ao longo dos anos, a casa Valentino expandiu-se para várias residências e museus de arte, mantendo uma imagem de elegância e hospitalidade. Entre as propriedades destacam-se locais de impacto cultural, como o Château de Wideville, perto de Paris, onde também houve confinamento em 2020.
A trajetória do estilista começou em Itália, com estudos em Paris e passagens por casas como Jean Dessès e Guy Laroche. Em 1959 decidiu voltar a Roma e estabelecer a marca, contando com recursos moderados e um processo de recomeço após dificuldades iniciais.
Valentino e Giancarlo tornaram-se referências da chamada dolce vita, promovendo uma visão de moda como arte e convivência. O respeito pela privacidade e a dedicação à qualidade distinguem o legado do casal no mundo da alta-costura.
O legado de Valentino permanece ativo, mesmo após a sua morte, com a continuidade da marca e a preservação do estilo que moldou décadas de moda. Giancarlo Giammetti continua a ser lembrado como cúmplice essencial na construção do império.
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