Segundo o jornal Bloomberg, a Apple prepara-se para lançar no próximo ano AirPods com câmaras, não para fotografar, mas para alimentar a Siri com informação sobre o ambiente. A premissa é permitir interagir com o dispositivo sem recorrer a um ecrã.
A empresa ainda não confirmou nem desmentiu a notícia. A operação insere-se numa tendência global de wearables com IA, incluindo óculos inteligentes e acessórios que se penduram ao pescoço.
Novo capítulo dos wearables
A Snap revelou óculos com IA, chamados Specs, vendidos a quase 2 mil euros, que funcionam sem telemóvel. O presidente Evan Spiegel descreve o projeto como o começo de uma nova era, com foco em ver o mundo sem olhar para baixo.
A Meta já vendeu sete milhões de óculos e lançou uma linha mais acessível. Vários utilizadores reportam abusos, com câmaras a gravar sem consentimento. A Meta pondera uma versão apenas áudio para contornar o problema.
Privacidade e processamento
A Apple, que coloca a privacidade como pilar de marca, pondera processar o conteúdo visual dos AirPods no próprio telemóvel, sem enviar dados para a nuvem. A inovação envolve equilíbrio entre utilidade e proteção de dados.
Ecrãs e tempo de uso
Um estudo da Comissão Europeia, com mais de 26 mil adolescentes, indica que os jovens, entre 13 e 18 anos, passam em média 6,7 horas diárias frente a ecrãs, no fim de semana. Portugal figura entre os países com valores superiores à média.
A Deloitte mostra que houve redução de notificações e definição de limites de tempo de ecrã por mais da metade dos utilizadores portugueses no último ano. Analistas descrevem o movimento como uma desconexão digital consciente.
Perspetivas para o futuro
Os especialistas destacam vantagens: permitir obter indicações e respostas sem desviar o olhar do ambiente. Por outro lado, há dúvidas sobre se estes dispositivos vão substituir totalmente o telemóvel ou funcionarão como complemento.
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