- A Google afirmou que já entrámos na era dos agentes autónomos, capazes de resolver tarefas longas sem supervisão contínua.
- Sundar Pichai destacou que a empresa está a priorizar a criação de ferramentas independentes e mostrou números de uso intenso de IA, com cerca de 19 mil milhões de instruções por minuto nos sistemas ligados a empresas externas.
- Foram apresentadas inovações como o Gemini Omni, um modelo multimédia para gerar dados a partir de diversos formatos, e o Gemini 3.5 Flash, uma versão mais leve e rápida.
- A Google mostrou também o regresso aos dispositivos óticos com óculos inteligentes em parceria com a Samsung, integrados com assistentes de voz para navegação, tradução em tempo real e controlo de aplicações.
- A empresa anunciou a expansão do SynthID para identificar conteúdo gerado por IA, com adesão de OpenAI e Eleven Labs, e reforçou o investimento em chips próprios para IA que sustentam estas funcionalidades.
No Google I/O 2026, a Google destacou a transição para a era dos agentes autónomos, capazes de resolver tarefas longas sem supervisão constante. A empresa apresentou este avanço como prioritário, com Sundar Pichai a enfatizar a escala e a utilidade pretendida para toda a gente.
A gigante revelou que o fluxo de instruções ligando sistemas a aplicações externas atingiu cerca de 19 mil milhões de tokens por minuto. O CEO destacou exemplos de utilização, desde estudantes a preparar exames com a Gemini, até criadores a explorar geração de som e imagem com Lyria e Veo.
O que mudou na prática
A Google descreve um paradigma agêntico em que o software deixa de ser apenas um assistente passivo. O objetivo é acelerar a autonomia dos sistemas em serviços do quotidiano, contrastando com plataformas concorrentes como Claude ou os modelos da OpenAI. A demonstração mostrou carrinhos de compras universais e planeamento automático de itinerários com reservas.
Gemini Omni e Gemini 3.5 Flash
Entre as novidades está o Gemini Omni, um modelo multimédia capaz de processar filmes, áudio e texto com forte foco na produção instantânea de vídeo de alta fidelidade. O Gemini 3.5 Flash funciona como uma versão mais leve, promissora para competir com IA avançada a custos reduzidos.
Realidade aumentada e dispositivos
No evento, a Google reforçou o regresso aos dispositivos ópticos com o Android XR, em parceria com a Samsung. São apresentados óculos inteligentes com foco inicial em interacção por áudio privado, permitindo navegação, tradução em tempo real e controlo de aplicações sem tirar o telemóvel do bolso.
Colaboração com marcas de óptica
Para reforçar a aceitação, a Google contou com Warby Parker e Gentle Monster. A primeira vaga foca-se na experiência de áudio, com informações a serem transmitidas directamente ao ouvido do utilizador. Uma versão posterior incluirá ecrãs transparentes integrados às lentes.
Pilastras técnicas e segurança
A Google aposta em chips proprietários otimizados para IA, com processamento interno a ultrapassar os três biliões de dados diários. Esta infraestrutura suporta migração rápida de aplicações móveis entre plataformas, ajudando engenheiros a reduzir semanas de trabalho.
Segurança e autenticidade
Dentre as medidas, a empresa confirmou a expansão do SynthID, uma marca de água invisível integrada no Chrome e nas pesquisas para distinguir conteúdo real de gerado por IA. A iniciativa já conta com adesão de OpenAI e Eleven Labs.
Perspectivas para o mercado
A conferência consolidou a narrativa de que a IA deverá atuar como um agente invisível que executa tarefas. Resta acompanhar como estas ferramentas se comportam no mundo real, fora do ambiente controlado das demonstrações.
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