A SDR Portugal alerta os consumidores para verem se a embalagem tem o símbolo Volta antes de pagar o depósito de 10 cêntimos. O aviso surge na sequência de casos reportados em restaurantes onde foi cobrado o valor por garrafas sem o símbolo.
Durante o período de transição, que decorre até 9 de agosto, coexistem embalagens com e sem símbolo Volta. Apenas as embalagens com símbolo estão abrangidas pelo Sistema de Depósito e Reembolso, pelo que as sem símbolo não incluem o depósito e devem ir para outras vias de reciclagem, como o ecoponto amarelo.
Ponto de referência para o consumidor
O SDR esclarece que o sistema abrange embalagens de bebidas de uso único com menos de três litros, como garrafas e latas de plástico, metal e alumínio. O depósito de 10 cêntimos pode ser reembolsado ao devolver as embalagens Volta nas máquinas espalhadas pelo país.
Funcionamento e circulação da rede
A gestão do sistema, que funciona sob a marca Volta e está operacional desde 10 de abril, indica que, nos supermercados, a leitura do código de barras na caixa identifica automaticamente se o depósito deve ser cobrado. Nos restaurantes, a leitura nem sempre é efetuada, o que pode levar à cobrança indevida em embalagens não abrangidas pelo sistema.
Medidas ao consumidor e expansão da rede
Em caso de dúvida ou cobrança indevida, deve-se confirmar a presença do símbolo Volta e pedir esclarecimentos no ponto de venda. O valor do depósito funciona como caução, sendo devolvido quando as embalagens são devolvidas ao sistema.
Infraestrutura em crescimento
A administração do sistema afirma que a rede de pontos automáticos já cobre cerca de 90% do planeado, com cerca de 2.500 locais disponíveis. A meta é atingir cerca de 3.000 pontos, majoritariamente em supermercados e hipermercados, com adesão de outros estabelecimentos.
Desenho de apoio e expansão de serviço público
Paralelamente, está em curso uma rede de 50 quiosques Volta, em colaboração com 38 municípios, para facilitar a devolução de grandes volumes em zonas de maior fluxo de consumo e presença de HoReCa. A SDR considera que a mudança está a avançar de forma estruturada, com impacto gradual na rotina dos cidadãos.
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