Portugal afastou-se do isolamento pós-25 de Abril de 1974 e integrou-se num projeto europeu de liberdade e justiça social. O país mudou: a liberdade passou a direito, e a escola abriu portas antes encerradas.
A educação passou a promessa de ascensão social, baseada no mérito. Embora ainda resista, essa igualdade de oportunidades não é automática nem universal.
Há um silêncio desconfortável nas salas de aula. Mais de metade dos alunos recorre a explicações, e um quarto estuda em escolas privadas. Apenas 10% dos jovens de famílias com menos recursos entram no ensino superior.
Desafios atuais
Em 2025, mais de 20% não concluirão o ensino secundário, o que já se refletiu no volume de entradas no ensino superior. Estudar fora de casa implica rendas elevadas para muitas famílias.
As bolsas de ação social não acompanham o aumento do custo de vida, dificultando o acesso. A valorização salarial dos diplomados é baixa, e a emigração de jovens qualificados reduz o retorno do investimento na formação.
Abril ensinou a necessidade de condições que permitam pensar no futuro, mas o país ainda precisa de assumir a educação como prioridade política e estratégica. O caminho exige compromisso com a educação e a juventude.
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