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IPSS expulsa criança autista de 4 anos do pré-escolar

IPSS de Famões expulsa criança de quatro anos com TEA do pré-escolar por agressividade, alegando incumprimento; Federação Portuguesa de Autismo recebe pedidos diários de ajuda

Centro Comunitário Paroquial de Famões, em Odivelas, acusado de discriminação
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  • O Centro Comunitário Paroquial de Famões, em Odivelas, expulsou uma criança de 4 anos com Transtorno do Espetro do Autismo do pré-escolar, com efeitos a partir de 30 de abril.
  • A decisão foi comunicada aos pais por carta do diácono Alcino Coelho, que sustenta que os comportamentos violentos e agressivos colocam em causa a integridade de alunos, da equipa pedagógica e da aprendizagem do grupo.
  • A instituição afirma ter esgotado todas as tentativas de integração e que o regulamento interno justifica o incumprimento dos deveres de aluno, levando ao término do contrato de prestação de serviços.
  • Os pais denunciam ilegalidade e discriminação, enquanto a Federação Portuguesa de Autismo recebe todos os dias pedidos de ajuda de famílias com crianças afastadas do percurso escolar.
  • O centro descreve-se como IPSS de identidade cristã, regida por princípios da Doutrina Social da Igreja Católica.

O Centro Comunitário Paroquial de Famões (CCPF), em Odivelas, decidiu terminar o contrato de prestação de serviços de pré-escolar de uma criança de 4 anos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A medida produz efeitos a partir de 30 de abril. A decisão foi comunicada aos pais pela direção do centro.

Segundo o CCPF, a agressividade do menor coloca em risco a integridade física e psíquica da própria criança, de outros alunos e da equipa educativa. O centro afirma ter esgotado todas as tentativas de integração e sustenta que o regulamento interno justifica o incumprimento dos deveres de aluno.

Os pais da criança contestam a decisão, alegando ilegalidade e discriminação com base na deficiência. Afirma-se que a medida afeta o direito da criança a frequentar o pré-escolar e que não houve alternativas viáveis para manter a matrícula.

A Federação Portuguesa de Autismo (FPA) indicou que recebe diariamente pedidos de apoio de famílias com crianças afastadas do percurso escolar, realçando a pressão que estes casos geram para famílias e para o sistema educativo. O caso ganha destaque regional e suscita perguntas sobre inclusão e apoio a crianças com TEA.

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