Na Estrada Nacional 2, junto ao quilómetro 71,760, uma pedra permanece como marca da explosão ocorrida há cinco décadas. A homenagem de escrita original foi destruída pouco depois, por pessoas identificadas pela testemunha como bandidos.
O local, na Cumieira, é descrito pela antiga aluna e amiga do padre Maximino, Conceição Teixeira, com 66 anos. Ela recorda a cerimónia de homenagem e o impacto do acontecimento na comunidade local.
Maximino, conhecido entre os habitantes da Cumieira, era professor e, segundo Conceição, demonstrava notável curiosidade intelectual. Desempenhou um papel ativo na alfabetização de operários e agricultores da região.
Conceição, que também foi professora, revela que o pároco atraía jovens para as suas palestras. Na época, relaciona-se com grupos de esquerda da época, o MRPP e a UDP, o que marca uma diferença de posição entre o padre e parte da comunidade estudantil.
O testemunho atual reforça a ideia de que o episódio deixou uma marca duradoura na memória coletiva. A pedra serve como lembrança de um momento tenso na região, já que a efeméride ocorreu num contexto de instabilidade política.
Memorial na Cumieira
A narrativa concentra-se na relação entre o sacerdote e a comunidade, bem como no legado educativo de Maximino. A história persiste como referência histórica para residentes próximos e visitantes da região.
Entre na conversa da comunidade