A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos atingiu um recorde de 4,417 mil milhões de euros em 2025, com os hospitais a gastar 2,523 mil milhões, ultrapassando pela primeira vez o mark de 2,5 mil milhões. O montante total já inclui deduções e devoluções da indústria.
No ambulatório, o SNS comparticipou 1,894 mil milhões de euros, mais 12,4% face a 2024, com 203,9 milhões de embalagens dispensadas. Os antidiabéticos destacam-se como o grupo com maior encargos, perto de 479 milhões de euros (+14,7%).
Nos hospitais, os imunomoduladores registaram o maior aumento de despesa, mais 78,3 milhões de euros. Seguem-se os citotóxicos (+33,4 milhões) e outros fármacos do sistema nervoso central (+32,8 milhões). A ULS Santa Maria teve o maior gasto global (304,9 milhões).
Despesas por setor
A área oncológica lidera os gastos com 864,5 milhões de euros (+16%), seguida por VIH (238,2 milhões) e artrite reumatóide/psoríase (186,5 milhões). As vacinas tiveram a maior variação homóloga, com subida de 69,8% para 85,5 milhões.
As terapêuticas órfãs aumentaram 34,1% e chegaram a 465 milhões de euros. Nos hospitais, 42,7% do peso decorre da consulta externa e de produtos cedidos ao exterior, totalizando 1.076,5 milhões de euros (+11,2%). O hospital de dia soma 900,4 milhões (+4,5%).
Perspectivas por área de prestação
Os cuidados de saúde primários registaram o maior crescimento por área, com +66,5% e 97,8 milhões de euros. A quota de biossimilares nos cuidados hospitalares situa-se em 53,8%. Em dispositivos médicos, o regime de comparticipação das bombas de insulina tornou-se 100% financiado pelo Estado.
A Lusa teve acesso aos relatórios de despesa com medicamentos de 2025, que indicam que o SNS continua a pagar mais por fármacos desde a pandemia, com aumento sustentado em várias áreas e serviços.
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