- Um estudo publicado na revista Neurology acompanhou quase 93 mil adultos ao longo de onze anos para avaliar a relação entre dietas à base de plantas e o risco de Alzheimer e outras demências.
- Os investigadores distinguiram três padrões alimentares: dieta global de base vegetal, dieta saudável rica em alimentos integrais e dieta menos saudável com elevado consumo de produtos processados.
- Entre os 92.849 participantes, 21.478 desenvolveram Alzheimer ou outra demência.
- Consumir mais alimentos de origem vegetal esteve associado a um risco de demência 12% inferior; porém, a qualidade da alimentação foi determinante: dietas de base vegetal mais saudáveis reduziram o risco em 7%, enquanto dietas menos saudáveis aumentaram o risco em 6%.
- Em um subgrupo de 45.065 pessoas, 8.360 desenvolveram demência; quem mudou para uma alimentação mais saudável em dez anos reduziu o risco em 11%, enquanto quem passou a uma alimentação menos saudável aumentou o risco em 25%. A melhoria após os 60 anos também se associou à redução do risco. Observacional, com questionários alimentares e limitações de memória.
Uma alimentação saudável à base de plantas pode estar associada a um menor risco de desenvolver Alzheimer e outras demências, segundo um estudo publicado na revista Neurology. A pesquisa acompanhou quase 93 mil adultos ao longo de mais de uma década, com idade média de 59 anos, avaliando padrões alimentares e saúde cognitiva.
Os investigadores distinguiram três padrões: dieta global de base vegetal, dieta saudável rica em alimentos integrais e uma dieta menos saudável com elevado consumo de produtos processados. Ao longo de 11 anos, 21.478 participantes desenvolveram Alzheimer ou outra demência.
O risco de demência foi menor entre quem consumia mais alimentos de origem vegetal. Contudo, a qualidade da alimentação foi determinante: a dieta vegetal mais saudável associou-se a 7% de redução do risco, enquanto a dieta vegetal menos saudável esteve ligada a 6% de aumento do risco.
Mudanças na alimentação ao longo da vida também influenciam o risco. Num subgrupo de 45.065 participantes, 8.360 desenvolveram demência. Quem passou a adotar mais alimentos vegetais pouco saudáveis registou 25% de aumento no risco, enquanto quem melhorou a dieta viu o risco reduzir 11%.
Os autores destacam que o estudo é observacional e não prova causalidade. A autorreferência dos questionários pode introduzir imprecisões, pois os participantes podem não recordar com exatidão o que comem. Ainda assim, a amostra muito ampla e o seguimento longo reforçam as conclusões.
Os resultados alinham-se a evidências anteriores sobre dietas como a mediterrânica e a MIND, que privilegiam alimentos integrais e pouco processados. Especialistas sublinham a importância de considerar fatores como atividade física, escolaridade e estilo de vida ao interpretar os dados.
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