Os profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga entraram esta sexta-feira em greve para exigir estacionamento gratuito no Hospital de Braga. A greve visa eliminar o custo anual de estacionamento para quem trabalha na unidade, considerado por quem protesta como um encargo excessivo.
A adesão, segundo Joana Bordalo e Sá, presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN), é forte. O movimento envolve ainda o SITEU, SEP, STFPSN e STSS, com a administração da ULS a remeter números à tarde. Mantêm-se apenas uma das 12 salas do bloco operatório em funcionamento, com constrangimentos em consultas e internamentos.
Segundo o SMN, o custo anual estimado para quem trabalha no Hospital de Braga é de 612 euros, pago pelo utilizador, sem que a administração cubra o estacionamento. A administração da ULS não confirmou números de adesão à greve.
A greve ocorreu também junto à entrada do hospital, com participação de utentes. O hospital, construído em PPP, encerrou esse modelo em 2019, passando a gestão pública, mas o estacionamento permanece a cargo do parceiro privado.
Contexto e custos
Actualmente, a avença mensal para estacionar nos parques cobertos é de 51 euros, enquanto nos espaços descobertos fica em 36 euros. No ano passado houve subida de 2 euros; este ano o aumento foi de 1 euro, afetando trabalhadores e usuários.
A diretiva do movimento de greve sustenta que o custo do estacionamento excede o valor de muitos salários, sendo um fator relevante para quem trabalha no hospital. A Lusa recolheu declarações sobre o impacto financeiro para os profissionais e utentes, sem indicar números de adesão finais.
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