- Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, desafiou o primeiro‑ministro Luís Montenegro a anunciar a retirada do pacote laboral no debate quinzenal de quarta-feira.
- O líder do PCP disse que seria um grande serviço ao país, argumentando que apenas o Governo, a Iniciativa Liberal, o CDS-PP e o Chega defendem a reforma, enquanto as confederações patronais não o fazem.
- Sobre a reunião entre Montenegro e Ventura, Raimundo duvidou da credibilidade da posição do Chega e afirmou que, se votarem contra, o pacote laboral está chumbado; lembrou o acordo para avançar a Prestação Social Única sem votação.
- O secretário-geral do PCP mencionou a falha de Luísa Neto na eleição para provedora de Justiça e disse que não é positivo ficar sem alguém neste cargo, esperando uma resolução nas próximas semanas.
- Em Lisboa, Raimundo criticou narrativas da direita, sublinhando que o Governo, com o apoio do Chega e da Iniciativa Liberal, persiste em políticas que afetam as micro, pequenas e médias empresas, anunciando jornadas parlamentares e propostas de apoio aos trabalhadores afetados.
Raimundo desafiou Montenegro a retirar o pacote laboral já no debate quinzenal de quarta-feira, que acontece na véspera da discussão na generalidade da proposta do Governo. O líder do PCP sustenta que tal anúncio seria um grande serviço ao país.
Paulo Raimundo afirmou que o debate com o Governo pode abrir com este tema e que o primeiro-ministro deveria anunciar a retirada da reforma para poupar o país. O desafio foi feito a jornalistas, à margem de uma reunião do PCP com empresários.
O secretário-geral do PCP criticou o apoio de Montenegro a posições de outros partidos, sustentando que apenas o Governo, o CDS-PP, a Iniciativa Liberal e o Chega defendem o pacote laboral. O PCP acredita que o Chega, se manter a posição, votará contra, resultando no chumbo da proposta na generalidade.
Raimundo lembrou ainda que, numa ronda recente, Montenegro e Ventura concordaram que a proposta do Governo para uma Prestação Social Única avançasse para a especialidade sem votação. O dirigente do PCP adverte que não se pode repetir esse caminho com o pacote laboral, sob pena de responsabilizar quem participar na manobra.
O secretário-geral questionou a eleição da provedora de Justiça, apontando que a falta de titular há cerca de um ano é prejudicial ao país e afirmou esperar uma conclusão rápida nas próximas semanas. Também criticou a retórica da direita sobre o crescimento das micro, pequenas e médias empresas, alegando impactos negativos na economia.
No encerramento, Raimundo mencionou dificuldades dos empresários, incluindo atrasos em apoios resultantes de intempéries e o impacto do conflito no Médio Oriente. O PCP anunciou jornadas parlamentares na região centro e promete apresentar propostas para apoiar os profissionais afetados em breve.
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