- O PCP critica a resposta do Governo ao Pinhal de Leiria face ao risco de incêndio, defendendo maior mobilização de meios para retirar biomassa.
- Paula Santos, líder parlamentar, visitou o pinhal na Marinha Grande e constatou ainda grandes quantidades de árvores caídas cuja lenha não foi recolhida.
- A deputada aponta para uma gestão inadequada nos últimos anos da Mata Nacional de Leiria e exige medidas de prevenção e reforço de meios humanos junto do ICNF.
- O PCP já apresentou propostas sobre gestão florestal e defesa do interesse público, incluindo maior valorização dos trabalhadores e serviços da natureza.
- A Oikos defende envolver a população local no planeamento, valorizar carreiras dos operacionais e criar o Museu da Floresta, com lucros da lenha reinvestidos no pinhal.
O PCP criticou a resposta do Governo perante o risco de incêndio no Pinhal de Leiria. Paula Santos, líder parlamentar, afirmou que deve haver maior mobilização de meios para remover biomassa e material combustível. A observação surgiu durante uma visita ao pinhal, na Marinha Grande, no âmbito das jornadas partidárias.
A deputada constatou a presença de grandes quantidades de árvores caídas, ainda por recolher, fruto das tempestades que atingiram a região no início do ano. Questionou a efetividade da resposta governamental e afirmou que o terreno continua com a matéria suscetível a incêndios.
Para Paula Santos, a gestão da Mata Nacional de Leiria tem revelado opções inadequadas nos últimos anos, com impacto ampliado por eventos climáticos extremos. Defendeu uma maior aposta na prevenção e na resistência dos territórios, incluindo mais meios humanos.
A líder do PCP soprendeu-se com a perceção de desvalorização de áreas sensíveis e reiterou propostas já apresentadas no Parlamento. Estas passam pela melhoria da gestão florestal e por intervenções que salvaguardem o interesse público.
O PCP reiterou a necessidade de reforçar o papel do ICNF. Defendeu a valorização de carreiras e salários dos trabalhadores e serviços adequados que hoje, segundo a bancada, estão fragilizados.
Durante a tarde, Paula Santos reuniu-se com Mário Oliveira e Sérgio Duarte, da Oikos – Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria. A associação chamou a atenção para o envolvimento da população local no planeamento do pinhal.
Os representantes da Oikos defenderam a criação do Museu da Floresta para preservar o património regional e a implementação de medidas de controlo de espécies invasoras. Apontaram a necessidade de reinvestir na região as receitas da lenha vendida.
Mário Oliveira alertou que, em caso de ventos fortes voltados a destruir mais áreas, parte restante do pinhal fica exposta a novos riscos. Chamou atenção para a necessidade de maior resiliência e preparação face a tempestades futuras.
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