- O Conselho Constitucional proclamou Daniel Chapo como vencedor das presidenciais, com 65,17% dos votos, apoiado pela Frelimo.
- Horas após a decisão, cresceram os tumultos nas ruas: pelo menos 21 mortos em vinte e quatro horas, incluindo dois polícias.
- Venâncio Mondlane regressou a Moçambique e foi recebido por uma multidão; a polícia reprimiu as manifestações de apoio.
- O país enviou tropas para manter a ordem; o período de confrontos já deixou perto de 30 mortos em três semanas.
- A União Europeia assinou acordos de financiamento superiores a 148 milhões de euros para programas de desenvolvimento em Moçambique.
O Moçambique viveu novos tumultos após a confirmação, pelo Conselho Constitucional, da vitória de Daniel Chapo nas eleições de 9 de outubro, apoiado pela Frelimo. Na sequência da decisão, registaram-se protestos e confrontos em várias áreas, com novo balanço de vítimas divulgado pelas autoridades.
Segundo as autoridades, pelo menos 21 pessoas morreram nas últimas 24 horas, incluindo dois agentes da polícia. Os confrontos surgiram pouco após a divulgação dos resultados oficiais e têm sido marcados por violência e destruição de bens. O governo enviou forças de segurança ao terreno para restaurar a ordem.
O Conselho Constitucional anunciou que Chapo obteve 65,17% dos votos e foi proclamado vencedor. A Frelimo reforça que a vitória está consolidada, enquanto a oposição contesta o processo, alegando irregularidades. Em Maputo, a noite foi marcada por tiroteios e quermeses de rua, com bloqueios de vias e incêndios.
As autoridades destacam que a situação está a ser monitorizada e que as eleições decorreram dentro das normas, apesar das críticas recebidas. Observadores da União Europeia já tinham apontado algumas irregularidades no sufrágio, o que tem alimentado o debate político. O país permanece em estado de alerta.
Este ciclo de violência soma já semanas de tumores entre forças pró-governo e grupos opositores, com quedas de civis e deslocamentos de populações. A comunidade internacional tem pedido contenção e resposta proporcional das autoridades, para evitar agravamento humanitário.
Maputo continua em expectativa quanto aos resultados oficiais e ao desfecho do processo eleitoral. Enquanto isso, o país procura retomar a normalidade, com setores económicos a avaliar impactos da instabilidade. As autoridades apelam à calma e ao respeito pelas instituições.
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