- O PCP acusa o Governo de marcar a discussão da reforma laboral no Parlamento para o dia 18 de junho “à má fila”, alegando que isso mostra medo e pressa.
- O secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, disse à Lusa e à RTP que a data indica receio do Executivo e apressar o processo.
- Raimundo afirmou que a continuação da luta dos trabalhadores é o que pode derrotar o pacote laboral e que o PCP ficará atento a manobras institucionais.
- Aconselhou o Governo a não confundir maioria institucional pontual com maioria social, avisando de possíveis consequências futuras.
- Comentou também a proposta da Prestação Social Única, defendendo uma discussão séria e aprofundada, e pediu mais médicos para o SNS, em vez de medidas que o desfinanciem.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou que o Governo marcou a discussão da reforma laboral no Parlamento de forma inadequada, descrita como “à má fila”. Segundo o dirigente, o agendamento revela medo e pressa por parte do Executivo. A declaração foi feita este sábado, à margem de uma visita à Feira do Livro de Lisboa.
Raimundo justificou que o debate, marcado para o dia 18 de junho na Assembleia da República, não demonstra coragem nem firmeza, sugerindo um sinal de receio. O dirigente reiterou que a continuação da luta dos trabalhadores será determinante para a debacle do pacote laboral, destacando a necessidade de vigilância a eventuais manobras institucionais.
O líder do PCP advertiu que não deve haver confusão entre uma maioria institucional pontual e a maioria social. Ainda criticou a posição assumida pelo Chega, classificando-a como inconsistência, e afirmou que declarações da IL podem expor agendas reais do partido. Raimundo mencionou que ataques aos sindicatos tendem a impulsionar a sindicalização.
Prestação Social Única e posições sobre o SNS
Raimundo disse que o PCP quer ver a proposta da Prestação Social Única discutida com rigor e profundidade, sem permitir que o Governo obtenha apoio sem escrutínio. O comunista afirmou que, com uma discussão aberta, podem esclarecer mentiras e demagogias associadas ao tema.
Sobre a luta contra fraudes e fontes de financiamento, o secretário-geral do PCP sustentou que o Governo não enfrenta de forma eficaz esse problema, apontando para alegados desvios para paraísos fiscais. Também criticou as exigências do Chega para a aprovação da medida, qualificando-as como mais uma manobra.
O tema do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi novamente abordado, com Raimundo a defender a necessidade de reforçar a contratação de médicos pelo setor público. O dirigente referiu que há falta de profissionais, infraestrutura e renovação de centros de saúde, destacando que o problema central é a carência de recursos humanos.
Raimundo reforçou a posição de que não basta o uso de mecanismos provisórios; é essencial travar o desmantelamento do SNS e investir na fixação de profissionais no sistema público. O PCP continua atento a negociações e a eventuais golpes institucionais, segundo o líder.
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