- Luís Montenegro foi reeleito presidente do PSD com 14.467 votos, o menor número já registado em eleições diretas.
- A participação foi de 15.261 militantes, entre 56.868 inscritos, com 73,2% de abstenção — a maior de sempre.
- Montenegro conquistou 94,8% dos votos nas diretas, para um mandato de dois anos, sem oposição interna.
- Houve 525 votos em branco e 269 nulos nas eleições diretas.
- As diretas ocorreram em simultâneo com a eleição de delegados ao 43.º Congresso Nacional, marcado para 20 e 21 de junho em Anadia.
Luís Montenegro foi reeleito presidente do PSD em eleições diretas realizadas no sábado, com 14.467 votos. O processo registou a maior taxa de abstenção de sempre, de 73,2% dos militantes inscritos. Montenegro obteve 94,8% dos votos.
Segundo o Conselho Nacional de Jurisdição do PSD, votaram 15.261 militantes num universo de 56.868. Além dos votos válidos, foram contabilizados 525 votos em branco e 269 nulos. A eleição decorreu sem oposição interna.
A participação foi a mais baixa desde 2006, data em que as diretas passaram a existir. Em 2006 votou 37% e, até 2020, a taxa variou entre 37% e 80%. Em 2024 a participação foi de 26,8%.
Participação por região
A Madeira teve 15% de participação entre os militantes inscritos, com 11% a votar em Montenegro. Coimbra registou 13% de participação. Em Lisboa, Braga e Porto as taxas ficaram abaixo da média nacional.
Aveiro destacou-se com 31% de participação, e Espinho teve 55% dos inscritos a votar. Viseu e Vila Real também apresentaram participações elevadas, com 45% e 58%, respetivamente.
Contexto e próximos passos
As diretas para a Comissão Política Nacional coincidiram com a eleição dos delegados ao 43.º Congresso Nacional, marcado para 20 e 21 de junho em Anadia, Aveiro. Montenegro tornou-se líder pela primeira vez em 2022 e foi reeleito sem adversários em 2024.
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