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Libertação confirmada de 38 presos políticos na Venezuela

38 presos políticos libertados na Venezuela em quatro dias, após anúncio de Jorge Rodríguez, com protestos a exigir libertação total e fim de detenções arbitrárias

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  • O Fórum Penal confirmou a libertação de 38 presos políticos na Venezuela nos últimos quatro dias.
  • O anúncio soma-se a uma promessa do presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, de libertar até sexta-feira 300 pessoas; no entanto, o repúdio persiste entre quem exige a libertação de todos os detidos.
  • Organizações estimam entre 450 e 700 presos políticos no país, com dezenas de protestos de sindicatos e familiares a exigir ações concretas.
  • Dados apontam para 654 presos políticos em 19 de maio, incluindo 26 estrangeiros; entre estes, estavam cinco portugueses, com um libertado durante visitas oficiais.
  • Repórteres destacam incoerências entre números oficiais e de ONG/famílias e surgem denúncias de abusos durante o confinamento, como alegações de agressão sexual a uma presa.

Nos últimos quatro dias, o Fórum Penal (FP), organização não governamental que presta assistência jurídica gratuita a cidadãos detidos arbitrariamente, confirmou a libertação de 38 presos políticos na Venezuela. A informação foi dada pelo FP e divulgada por Alfredo Romero, que sublinhou que libertar presos políticos é uma obrigação, não um favor.

O total de libertações anunciadas surge no âmbito de uma declaração anterior do presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, sobre a libertação de até 300 pessoas até sexta-feira, entre elas antigos funcionários da extinta Polícia Metropolitana. Mesmo assim, ativistas e familiares apontam que o contingente libertado até agora não cobre todos os presos por motivos políticos.

Contexto e desdobramentos

Decorrente da pressão de setores da sociedade, dezenas de pessoas, incluindo representantes de sindicatos e familiares de detidos, bloquearam a Autoestrada Francisco Fajardo, em Caracas, exigindo a libertação de todos os presos políticos. O protesto soma-se a uma marcha de avante realizada no leste de Caracas, com pedidos de demissão do ministro do Serviço Penitenciário e de libertação plena dos detidos.

Os relatos de familiares também incluem denúncias de abusos. A mãe de um preso político descreveu agressões sexuais de guardas contra a companheira do seu filho, aumentando o apelo por proteção institucional e apoio médico e psicológico para as detidas. Organizações como o Clippve repetem a exigência de ações verificáveis e números consistentes em relação às libertações.

Dados da organização Justiça, Encontro e Perdão indicam que, a 19 de maio, estavam presas 654 pessoas por motivos políticos, incluindo 26 estrangeiros. Entre os estrangeiros constam cinco cidadãos portugueses, cuja libertação tem sido objecto de contactos com autoridades portuguesas durante visitas oficiais ao país.

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