- A Assembleia da República debate esta quarta-feira projetos para desclassificar documentos sobre violência política no pós-25 de abril, incluindo a rede bombista e a FP-25.
- O Chega propõe revelar apenas a informação relativa às Forças Populares 25 de Abril (FP-25), de extrema-esquerda.
- O Bloco de Esquerda e o Livre defendem uma desclassificação que abranja várias organizações violentas do período pós-ditadura.
- Investigadores ouvidos pelo PÚBLICO defendem uma abertura geral de arquivos, para acesso mais amplo à documentação existente.
A Assembleia da República debate nesta quarta-feira propostas para desclassificar documentos classificados relacionados com episódios de violência política ocorridos no pós-25 de Abril. Entre as medidas em análise, o Chega pretende revelar apenas informações relativas à rede de extrema-direita FP-25, enquanto o BE e o Livre defendem um alargamento da desclassificação a todas as organizações violentas do período.
Os investigadores ouvidos pelo jornal defendem uma abertura geral de arquivos, para permitir uma compreensão mais completa do contexto político e da violência que marcou o país nas décadas de 1970 e 1980. O debate surge em meio a entraves de acesso à documentação, incluindo processos judiciais.
A matéria envolve principalmente grupos políticos e parlamentares, bem como instituições responsáveis pela gestão de documentação pública. O objetivo é reduzir barreiras de acesso a informações que, segundo os especialistas, podem contribuir para o estudo histórico e a memória pública.
Propostas em jogo e impacto
- Chega defende a divulgação apenas de documentos ligados à FP-25, argumentando com foco estratégico na rede de extrema-direita.
- BE e Livre promovem a desclassificação ampla, abrangendo várias organizações violentas do período pós-ditadura.
- Investigadores ressaltam que a abertura de arquivos facilita a história factual, sem juízos de valor prévios, e reforçam a necessidade de transparência.
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