- Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, afirmou que quem saiu para o Chega “nunca teve espaço por falta de qualidade”.
- O dirigente criticou que muitos líderes de partidos populistas surgem nos partidos tradicionais, e que os quadros que migram costumam ser quem não teve espaço.
- Foram citados casos de Rui Cristina e Lina Lopes, ex-membros do PSD que se mudaram para o Chega, com atividades associadas ao partido.
- Soares alertou para uma tendência na política de pedir mais transparência aos políticos, entendida por ele como populismo, e defendeu manter o escrutínio sem excessos.
- Propôs combater o populismo governando bem e assegurando que os políticos sejam bem pagos, para atrair os melhores, mantendo a exigência e o distanciamento entre governo e governados.
Durante uma conferência sobre democracia na Praia, Cabo Verde, Hugo Soares, líder parlamentar e secretário-geral do PSD, afirmou que ex-deputados que saíram para o Chega não tinham espaço por falta de qualidade. A intervenção ocorreu no âmbito do evento Democracia em África, promovido pelo MpD.
Soares criticou ainda a pressão por maior transparência na política, associando-a ao populismo. Reforçou que, no seu entender, quem migra entre partidos é muitas vezes por insuficiência de espaço nos partidos tradicionais, e não por mudança de valores.
A conversa incluiu casos de figuras associadas ao Chega. Um deles é Rui Cristina, antigo deputado do PSD que passou a não inscrito e integrou o Chega, tendo liderado candidaturas pela lista de Évora em 2024. Também foi mencionada Lina Lopes, que saiu do PSD e concorreu a Setúbal com o apoio do Chega.
Contexto na política nacional
Hugo Soares sustentou que há uma tendência de exigir mais escrutínio sobre todos os governantes, o que, a seu ver, pode afastar quadros qualificados. Observou que se reduzem salários de políticos, surgem críticas constantes e se aumenta o distanciamento entre governantes e governados.
O líder do PSD argumentou que o combate ao populismo deve ser feito com políticas de mérito, incluindo a valorização salarial de políticos qualificados. Afirmou que a clareza de regras pode coexistir com uma relação saudável entre eleitos e cidadãos, sem abrir caminho a populismo.
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