- O Candidato Vieira, personagem de Manuel João Vieira, ganhou destaque na imprensa internacional, nomeadamente no jornal The Guardian.
- O artigo evidencia promessas eleitorais inusitadas, como oferecer um Ferrari a cada português e vinho canalizado para cada casa.
- A jornalista Catarina Fernandes Martins analisa o posicionamento nas sondagens e a razão da candidatura, contextualizando as eleições com a análise do cientista político António Costa Pinto.
- Costa Pinto afirma que estas eleições sinalizam o fim de uma tradição de presidência associada à elite, e que alguns eleitores podem votar no candidato socialista para combater a extrema-direita, nomeadamente André Ventura.
- Manuel João Vieira defende o uso de linguagem metafórica e a mistura de fantasia com realidade, com o artigo a sublinhar que, se se apostar no absurdo, deve-se fazê-lo através do surrealismo dos sonhos.
O jornal The Guardian destacou a figura de Manuel João Vieira, artista plástico e músico português que criou a personagem Candidato Vieira. A cobertura foca nas promessas eleitorais inusitadas associadas ao personagem, como a oferta de um Ferrari a cada português e o envio de vinho canalizado para as casas.
A peça, escrita pela jornalista Catarina Fernandes Martins, analisa o posicionamento de Vieira nas sondagens e as razões da sua candidatura. O texto situa o fenómeno no atual cenário político de Portugal, com a intervenção de António Costa Pinto, cientista político, para contextualizar as eleições.
Segundo o especialista, estas eleições encerram uma tradição de presidenciais associadas a figuras políticas fortes ligadas ao regime e à elite. O analista aponta que alguns eleitores, mesmo sem entusiasmo pelo candidato social-democrata António José Seguro, podem votar para conter a influência da extrema-direita representada por André Ventura.
Na conclusão da reportagem, Vieira explica a abordagem da sua candidatura. O artista afirma que usa linguagem metafórica e que pretende fundir fantasia com realidade, sublinhando que, se há desejo pelo absurdo, é melhor que seja assumido como surrealismo dos sonhos.
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