- A Lockheed Martin admite produzir componentes do F‑35 e realizar manutenção em Portugal, caso o Governo opte pelo F‑35 para substituir os F‑16.
- Na fábrica de Fort Worth, Texas, a linha de montagem do F‑35 estende‑se por cerca de um quilómetro, com aproximadamente 200 aeronaves presentes.
- A empresa identificou 16 potenciais projetos de parceria em Portugal com empresas, universidades ou centros de investigação.
- O Governo português deverá rever a Lei de Programação Militar este ano para incluir os novos caças no planeamento.
- O F‑35 destaca‑se pela fusão de sensores, armas integradas e revestimento furtivo, concorrendo com o Saab Gripen e o Eurofighter Typhoon.
Nos Estados Unidos, a Lockheed Martin confirmou que é possível produzir componentes do F-35 em Portugal e também realizar a sua manutenção, caso o Governo português opte pela aquisição do caça de quinta geração para substituir os F-16. A afirmação surge no contexto de contactos entre a empresa e autoridades portuguesas que acompanham o processo de escolha.
A notícia chega a partir das instalações da Lockheed Martin em Fort Worth, no Texas, onde a linha de produção do F-35 se estende por cerca de um quilómetro e envolve cerca de 200 aeronaves em várias fases de montagem. A visita de jornalistas portugueses decorreu num ambiente de produção em alta, com as aeronaves identificadas por destino.
A empresa indicou que a cooperação com Portugal não se limita a uma eventual compra: existe a possibilidade de produzir componentes e de prestar serviços de manutenção no território nacional. O responsável pelo Desenvolvimento de Negócios Internacionais do F-35 afirmou que o trabalho com indústria portuguesa já existe, citando experiências anteriores em programas como o P-3 e outros F-16.
Potenciais parcerias em Portugal
Foram identificados 16 projetos de cooperação em Portugal com empresas, universidades e centros de investigação, nas áreas de co-produção, colaboração tecnológica, exportação e cadeias de fornecimento. A Lockheed Martins informou estar em contacto com a Força Aérea Portuguesa, sem ainda ter havido diálogo oficial com o Governo, que deverá rever a Lei de Programação Militar no corrente ano.
O porta-voz destacou que o investimento é de longo prazo e pretende manter capacidades estratégicas de dissuação. A conversa com potenciais parceiros em Portugal inclui projetos de investigação e desenvolvimento conjuntos, com foco na inovação tecnológica ligada aos sistemas do F-35.
O que diferencia o F-35
Durante a visita, foi ilustrada a diferença entre o F-35 e caças de geração anterior, como o Gripen. O F-35 apresenta fusão de sensores que integra informações para o piloto, com possibilidade de projeção de dados na viseira. A aeronave utiliza uma configuração de armas integrada, o que contribui para a furtividade, embora possa empregar armamento externamente em situações específicas.
Os responsáveis asseguram que o programa do F-35 está em contínuo aperfeiçoamento, com níveis de prontidão considerados elevados. Em paralelo, é sublinhado o histórico de operação da linha de produção, que produz cerca de 156 caças por ano, reforçando a experiência da empresa em manter fluxos de produção e manutenção.
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