- O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, saiu em defesa de Lamine Yamal após críticas de Israel pela bandeira palestiniana exibida durante as celebrações do título do FC Barcelona.
- Sánchez afirmou, numa mensagem na rede X, que quem considera que agitar a bandeira de um Estado incita ao ódio ficou cegado pela própria ignomínia e que Yamal apenas expressou solidariedade à Palestina, o que justificaria orgulho nele.
- A polémica surgiu depois de o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ter acusado o jovem de incitar ao ódio ao mostrar a bandeira palestiniana durante a concentração de preparação do Barcelona.
- O episódio enquadra-se numa escalada de tensão entre Espanha e Israel, em contexto de reconhecimento espanhol da Palestina em dois mil e vinte e quatro e de endurecimento da política externa de Madrid.
- Em termos culturais, a Espanha afastou-se da Eurovisão de dois mil e vinte e seis se Israel lá permanecesse; a União Europeia de Radiodifusão manteve Israel no concurso, levando Madrid a não acompanhar as meias-finais nem a final em Viena.
Pedro Sánchez defende Lamine Yamal após bloqueios diplomáticos entre Espanha e Israel. O Primeiro-Ministro reagiu às críticas à exibição de uma bandeira palestiniana durante celebrações do FC Barcelona, dizendo que o gesto expressou solidariedade com a Palestina.
Sánchez publicou uma mensagem na X em que afirma: quem diz que empunhar uma bandeira incita ao ódio perdeu o juízo. Acrescentou que Yamal apenas mostrou apoio a uma causa sentida por milhões de espanhóis e que, por isso, o jovem deve ser visto com orgulho.
A polémica surgiu após Israel Katz, ministro da Defesa, dizer que o jogador incitou ao ódio. O incidente ganhou dimensão internacional e foi amplificado pelas redes sociais, com críticas de setores próximos do governo israelita e manifestações de apoio na Palestina.
O FC Barcelona não reagiu com pronunciamentos institucionais firmes sobre o assunto. O treinador Hansi Flick preferiu não comentar, destacando apenas a necessidade de manter o foco no desportivo. A posição institucional do clube manteve-se de parte neutra.
Crise diplomática entre Espanha e Israel
O caso sucede a uma escalada de tensão entre os dois países, em que gestos envolvendo a Palestina passam a ter significado político direto. Em 2024, Espanha reconheceu oficialmente o Estado palestiniano, uma decisão que gerou protestos de Telavive.
Nos meses seguintes, o governo espanhol endureceu o tom, incluindo pedidos a Bruxelas para suspender o acordo de parceria com Israel. Madrid também foi acusado de aplicar dois pesos e duas medidas em relação a regimes diferentes.
Este ambiente influenciou ainda a esfera cultural. A RTVE confirmou que Espanha não participou na Eurovisão de 2026 caso Israel continuasse no concurso, decisão que acabou por se concretizar após a União Europeia de Radiodifusão manter Israel no evento.
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