- Greenpeace alerta que o colapso do abrigo interno contra radiações na central de Chernobyl pode libertar radioatividade para o ambiente, caso não haja restauração completa da proteção.
- A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou que o impacto de um drone degradou a proteção interna, que já não bloqueia a radiação, embora não haja danos permanentes nas estruturas portantes nem nos sistemas de monitorização.
- A restauração completa é considerada essencial para evitar nova degradação e garantir a segurança nuclear a longo prazo, mesmo após alguns trabalhos de reparação terem sido feitos.
- Estima-se que as reparações totalizem cerca de 500 milhões de euros, valor destacado por Jean-Noel Barrot, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, após reunião do G7.
- Especialistas e gestores da central alertam que ataques contínuos dificultam a desmontagem de componentes inseguros; ressaltam que, se ocorrer novo colapso, existe o risco de libertação de partículas radioativas que não conhecem fronteiras.
A desativada central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, pode enfrentar um colapso cático do abrigo interno contra radiações, o que poderia libertar poeiras altamente radioativas no ambiente. O aviso foi feito pela Greenpeace nesta terça-feira, 14 de abril. O alerta chega perto do 40º aniversário do acidente de 1986.
Segundo a organização, a proteção em torno do reator permanece incompleta, o que aumenta o risco de libertação de radioatividade em caso de falha estrutural. A situação agrava-se num momento de tensões militares contínuas na região entre Ucrânia e Rússia.
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) já confirmou danos à proteção causados por ataques com drones, apontando que a estrutura de aço deixou de cumprir parcialmente a função de contenção. Contudo, a AIEA afirma que não houve danos permanentes nas estruturas portantes.
O custo das reparações é estimado em várias centenas de milhões de euros. O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, divulgou uma estimativa de cerca de 500 milhões de euros para a cúpula de proteção, apresentada após uma reunião do G7.
Mesmo com alguns trabalhos de reparação, a Greenpeace adianta que o escudo continua partialmente restaurado e que a restauração completa é essencial para evitar nova degradação a longo prazo. O objetivo é impedir o risco de liberação de radioatividade.
Especialistas privados advertem que a remoção gradual de componentes instáveis da estrutura interna é crucial para evitar um colapso descontrolado. Tensões militares no terreno têm limitado os trabalhos de manutenção no local.
Sergiy Tarakanov, diretor da central, lembrou que um impacto direto de mísseis perto das instalações pode aumentar o risco de desabar a estrutura, o que reforça a preocupação com as partículas radioativas, que podem não respeitar fronteiras.
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