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Powell deixa a liderança do Banco Central sob pressão de Trump

Powell fica no Conselho de Governadores após o mandato, enfrentando pressão de Trump e avaliação da independência do Fed

Powell continuará no Fed como governador
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  • Jerome Powell afirmou que continuará no Banco Central dos EUA como membro do Conselho de Governadores após o término do mandato como presidente, previsto para 15 de maio, possivelmente até 2028.
  • A decisão não está relacionada com críticas de autoridades eleitas, mas com a preocupação de Powell quanto a ataques legais à independência da Fed.
  • O Departamento de Justiça encerrou, por já ter aberto, a investigação contra Powell; o Senado continua a analisar a nomeação de Kevin Warsh para sucedê-lo no cargo de presidente da Fed.
  • A Fed manteve as taxas de juro entre 3,50% e 3,75%, com quatro votos divergentes, o maior nível desde 1992, num cenário de incerteza ligada à guerra no Médio Oriente.
  • Powell elogiou Warsh e manifestou confiança de que este poderá construir consenso entre os membros votantes da instituição.

O presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, anunciou que pretende manter-se no Board of Governors após o término do mandato como presidente, previsto para 15 de maio. A decisão surge em meio a pressões legais durante o Governo Trump.

Powell indicou que continuará a servir como membro do Conselho por um período a definir, mantendo um perfil discreto. A opção de permanecer no organismo depois de deixar a liderança não é inédita, mas é incomum.

O objetivo é preservar a independência da instituição perante ataques legais e críticas políticas. Powell citou preocupações com ações judiciais que possam comprometer o funcionamento do banco central.

Divisão na Fed e confirmação de Warsh

A decisão ocorreu após a Fed manter as taxas inalteradas pela terceira vez consecutiva, num cenário de incerteza global. O objetivo permanece controlar a inflação sem comprometer a atividade económica.

Quatro dos 12 membros votantes divergirarm da decisão, indicando uma divisão sem precedentes desde 1992. Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a pausa, sem sinal de mudança de direção.

O nome de Kevin Warsh para a vaga de Powell ganhou andamento no Senado, com votação do Comité Bancário a avançar por 13-11. Democratas criticaram o processo, enquanto alguns republicanos ligados à confirmação recusaram-se a bloquear.

Contexto político e futuro da liderança

Trump tem aumentado a pressão sobre a Fed, pedindo cortes de juros mais rápidos. A independência institucional é apontada como elemento central na análise de políticas monetárias para enfrentar choques energéticos.

Powell elogiou Warsh, desejando que o candidato construa consensos entre os votantes. O banqueiro central manifestou esperança de que o processo de confirmação prossiga sem comprometer a credibilidade da instituição.

A evolução do processo acontece num momento de expectativa sobre o legado de Powell e sobre quem poderá orientar a política monetária na transição para o novo ciclo de decisões na Fed.

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