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Rui Tavares sugere caminho de regresso após documentar iliberalismo na Hungria

Rui Tavares alerta para erosão do Estado de direito na Hungria; vitória de Magyar deixa incógnitas sobre o futuro da sociedade civil e da União Europeia

Viktor Orbán antes de anunciar a derrota nas eleições de 12 de Abril
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  • Em 2013, Rui Tavares foi autor de um relatório aprovado pelo Parlamento Europeu sobre a erosão do Estado de direito na Hungria.
  • O eurodeputado alerta para riscos no país, defendendo que o papel da sociedade civil e da União Europeia é crucial, menos centrado na figura de Magyar.
  • Nas eleições húngaras, Péter Magyar venceu, mostrando que regimes iliberais podem ser derrotados pela via eleitoral.
  • Magyar prometeu um país decente e que funcione, mas o que se seguirá permanece incerto.
  • O tema é analisado em entrevista ao PÚBLICO, destacando o papel da UE e da sociedade civil no caminho de volta.

O eurodeputado Rui Tavares afirmou que a vitória de Péter Magyar na Hungria mostra que regimes iliberais podem ser derrotados nas urnas. Em entrevista ao PÚBLICO, defendeu que, para além do entendimento com o governo, é a sociedade civil e a União Europeia que vão definir o caminho futuro.

Tavares recordou que, em 2013, foi autor de um relatório aprovado pelo Parlamento Europeu sobre a erosão do Estado de direito na Hungria. O autor considera que a crítica ao governo húngaro continua atual, ainda que o ciclo eleitoral tenha apresentado uma mudança de liderança.

O jornalismo de investigação e organizações da sociedade civil, segundo o eurodeputado, devem acompanhar o novo rumo. Magyar, nome eleito, comprometeu-se a governar com base num funcionamento do Estado mais sólido, mas o que acontecerá a seguir permanece incerto.

Caminho para a recuperação

A batalha eleitoral de 12 de abril consolidou a vitória de Magyar, líder que promete um país decente e funcional. A incógnita reside em como serão implementadas reformas e como a União Europeia reagirá às medidas do novo governo.

A entrevista destaca ainda o papel da UE na monitorização do Estado de direito na Hungria. A pressão por responsabilidades e pela proteção de instituições independentes é referida como crucial para a estabilidade democrática no país.

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