- Em 2013, Rui Tavares foi autor de um relatório aprovado pelo Parlamento Europeu sobre a erosão do Estado de direito na Hungria.
- O eurodeputado alerta para riscos no país, defendendo que o papel da sociedade civil e da União Europeia é crucial, menos centrado na figura de Magyar.
- Nas eleições húngaras, Péter Magyar venceu, mostrando que regimes iliberais podem ser derrotados pela via eleitoral.
- Magyar prometeu um país decente e que funcione, mas o que se seguirá permanece incerto.
- O tema é analisado em entrevista ao PÚBLICO, destacando o papel da UE e da sociedade civil no caminho de volta.
O eurodeputado Rui Tavares afirmou que a vitória de Péter Magyar na Hungria mostra que regimes iliberais podem ser derrotados nas urnas. Em entrevista ao PÚBLICO, defendeu que, para além do entendimento com o governo, é a sociedade civil e a União Europeia que vão definir o caminho futuro.
Tavares recordou que, em 2013, foi autor de um relatório aprovado pelo Parlamento Europeu sobre a erosão do Estado de direito na Hungria. O autor considera que a crítica ao governo húngaro continua atual, ainda que o ciclo eleitoral tenha apresentado uma mudança de liderança.
O jornalismo de investigação e organizações da sociedade civil, segundo o eurodeputado, devem acompanhar o novo rumo. Magyar, nome eleito, comprometeu-se a governar com base num funcionamento do Estado mais sólido, mas o que acontecerá a seguir permanece incerto.
Caminho para a recuperação
A batalha eleitoral de 12 de abril consolidou a vitória de Magyar, líder que promete um país decente e funcional. A incógnita reside em como serão implementadas reformas e como a União Europeia reagirá às medidas do novo governo.
A entrevista destaca ainda o papel da UE na monitorização do Estado de direito na Hungria. A pressão por responsabilidades e pela proteção de instituições independentes é referida como crucial para a estabilidade democrática no país.
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