- O PMI oficial da indústria transformadora da China ficou em 50,0 pontos em maio, na fronteira entre expansão e contração, o nível mais baixo desde fevereiro.
- As novas encomendas recuaram para 49,9, a produção desacelerou para 51,2 e as reservas de matérias-primas caíram para 48,6.
- Houve resistência em setores específicos: a alta tecnologia subiu para 52,9 e a fabricação de maquinaria para 52,1.
- A procura interna continua fragilizada, enquanto as exportações mantêm apoio, e as perspetivas de crescimento enfrentam incertezas ligadas à crise energética global.
- A China mantém a meta de crescimento entre 4,5% e 5% para 2026; previsões de bancos variam, com o HSBC a cortar a previsão de vendas a retalho para 2,8% em 2026.
O setor fabril da China manteve-se praticamente estagnado em maio, segundo dados oficiais. O PMI oficial caiu para 50,0, frente aos 50,3 de abril, sinalizando a fronteira entre expansão e contração. A produção abrandou, as encomendas recuaram e as reservas de matérias-primas caíram.
O PMI da indústria transformadora ficou neutro, com novas encomendas a 49,9 e produção a 51,2. As reservas de matérias-primas recuaram para 48,6, apontando menor atividade de compra de insumos no curto prazo. Destaque para o dinamismo das áreas de alta tecnologia (52,9) e maquinaria (52,1).
Desempenho fabril em maio
A notícia mantém-se de modo geral neutra sobre o conjunto. Enquanto parte do sector tecnológico mostrou robustez, o desempenho agregado da indústria continua a enfrentar condicionantes externos e internos.
Contexto económico e energia
Globalmente, a escalada de preços do petróleo devido à crise no Irão e ao estreito de Ormuz cria volatilidade. A China, porém, apresenta reservas estratégicas estimadas em 1,4 mil milhões de barris, reduzindo impactos imediatos. O recurso a carvão e renováveis ajuda a mitigar choques.
Procura interna e perspetivas
A procura interna permanece debilitada após anos de crise no imobiliário. O HSBC reduziu de 5,2% para 2,8% a previsão de vendas a retalho para 2026. Pequim mantém uma meta de crescimento entre 4,5% e 5% para este ano, a mais baixa desde 1991.
Exportações e cenário externo
As exportações resistem, mas a procura interna continua o principal ponto de fraqueza. Vendas para os EUA têm estado em baixa, ao passo que a procura global permanece relativamente firme, principalmente na Europa e no Sudeste Asiático.
Encontro entre EUA e China
No mês, houve aproximação entre os dois lados com a criação de Conselhos de Comércio EUA-China e de Investimento, visando gerir relações comerciais bilaterais. O acordo surgiu após a reunião entre Xi Jinping e Donald Trump, em Pequim, em maio.
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