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Impacto do Mundial na economia portuguesa pode atingir 945 milhões de euros

Impacto do Mundial na economia portuguesa pode chegar a 945 milhões de euros, com mínimo de 378 milhões, dependente da performance da seleção

Adeptos portugueses a ver um jogo da seleção nacional
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  • O impacto do Mundial na economia portuguesa pode chegar aos 945 milhões de euros, segundo um estudo do IPAM.
  • O valor mínimo estimado é de 378 milhões de euros, resultante do estágio de preparação (155 milhões) e da fase de grupos (223 milhões).
  • O montante aumenta conforme Portugal avança: 16 avos de final (85 milhões), oitavos (98 milhões), quartos (116 milhões), meias (127 milhões) e, se conquistar o troféu, 141 milhões.
  • Para fixar o recorde de receita associada a uma competição em Portugal seria necessário chegar aos quartos de final, o que renderia 677 milhões; o recorde anterior é do Euro 2016.
  • O consumo tradicional continua a ser o principal motor (77%), com digital já a representar 23%, distribuído entre streaming/OTT (10%), redes sociais (7%) e content economy (6%), mais apostas, cartas/cromos e merchandising.

O impacto do Mundial no desempenho da seleção portuguesa pode traduzir-se num ganho económico de até 945 milhões de euros. O valor surge de um estudo do IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing, ao qual o CM teve acesso.

A contribuição para o PIB depende dos resultados da equipa, mas estima-se um mínimo de 378 milhões, resultado da soma do estágio de preparação (155 milhões) e da fase de grupos (223 milhões), com três jogos garantidos.

Estrutura das potências económicas

Os restantes montantes evoluem conforme a progressão do País no torneio: 16 avos de final valem 85 milhões, os oitavos 98 milhões, os quartos 116 milhões, as meias finais 127 milhões e a vitória final acrescenta 141 milhões.

Contexto económico e transformação digital

Para fixar o máximo de receita possível, Portugal precisaria chegar aos quartos de final, o que renderia 677 milhões. O pico de 945 milhões refletiria o impacto total de toda a participação no Mundial. O relatório aponta procura por consumo doméstico, restauração e publicidade como principais motores.

Consumo e alterações estruturais

O consumo tradicional continua a ser o principal impulsionador, representando 77% do total. Desses, o consumo doméstico soma 26%, a restauração 15% e publicidade e media 14%. O estudo realça uma transformação estrutural, com a digitalização a já responder por 23%.

Distribuição por áreas digitais

A fatia digital divide-se entre plataformas de streaming e OTT (10%), redes sociais (7%) e a chamada content economy (6%). À margem, surgem as apostas (6%), as cartas e cromos (5%) e o merchandising (4%).

Perspetiva de contexto

O cenário analisa ainda o efeito indireto das apostas, merchandising e produtos licenciados como componentes relevantes do impacto económico. O estudo mantém o foco na relação entre o desempenho desportivo, o consumo e os setores parceiros.

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