- No menir do Outeiro da Barrada, em Monsaraz, foi pintada uma inscrição “Muito obrigada *dotora*” junto a uma flor e um coração estilizados, alegadamente para agradecer quem mandou instalar um banco no local.
- A Associação de Defesa dos Interesses de Monsaraz (ADIM) denunciou ao município de Reguengos de Monsaraz e à CCDR-Alentejo intervenções consideradas ilegais nas imediações do monumento megalítico.
- A conservadora-restauradora Arlinda Ribeiro afirmou que o monumento sofreu um ataque à sua integridade e autenticidade por causa da inscrição, feita com tinta.
- A Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz explicou que o banco foi colocado a poucos metros do menir, mas foi retirado de imediato e reposicionado a uma distância superior a cinquenta metros, conforme a legislação vigente.
- A ADIM também afirmou haver uma construção junto ao monumento, descrita como ilegal, embora a autarquia tenha garantido que a estrutura foi autorizada e não está fora da lei.
O Menir do Outeiro da Barrada, em Monsaraz, foi alvo de uma inscrição pintada no monumento nacional, com a expressão Muito obrigada dotora, acompanhada de uma flor e um coração. A grafia sugere que a ação esteve ligada à instalação de um banco nas imediações.
A denúncia foi apresentada pela Associação de Defesa dos Interesses de Monsaraz (ADIM) junto do município de Reguengos de Monsaraz e da CCDR-Alentejo. A ADIM também questiona a colocação de um banco, considerado estético, dentro da zona de proteção legal do monumento.
A conservadora-restauradora Arlinda Ribeiro disse ao PÚBLICO que o monumento sofreu um atentado à integridade, com a inscrição sobre a sua autenticidade. O banco ficou a poucos metros do menir, o que gerou a retirada imediata por parte dos serviços municipais.
A presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, Marta Prates, confirmou a presença de pessoas que recorriam ao local para caminhadas, principalmente idosos, e explicou que o pedido de colocar o banco foi atendido. Contudo, não houve comunicação sobre a necessidade de manter o equipamento fora do perímetro legal de 50 metros.
Após a queixa, o banco foi removido e reposicionado a uma distância superior a 50 metros do monumento, conforme orientação legal. A equipa municipal também avaliou a intervenção para remover a grafite e manter o menir limpo.
A autarquia esclareceu ainda que a obra mencionada junto ao monumento, cuja legalidade foi questionada pela ADIM, já estava autorizada e não se verifica que se trate de uma construção ilegal nas proximidades. Reguengos de Monsaraz é conhecida pela concentração de vestígios megalíticos no Neo-Calcolítico.
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