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Conservatórias encerram atendimento geral, apenas casos urgentes

Greve nos registos e no notariado prolonga-se até sábado, com 80% de adesão e conservatórias encerradas ou com constrangimentos; atrasos de 3 a 9 meses

Greve dos trabalhadores dos registos e do notariado dura até sábado
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  • A greve dos registos e do notariado decorre até 13 de sábado, com conservatórias fechadas ou a atender apenas casos urgentes.
  • A adesão anunciada pelo STRN é de oitenta por cento a nível nacional, com a Madeira a chegar a noventa por cento.
  • Falta de pessoal: duzentos e setenta conservadores e dois mil setecentos e trinta oficiais; em média, trinta profissionais aposentam-se por mês sem substituição, causando atrasos de três a nove meses.
  • Foram aceites serviços mínimos, como casamentos civis marcados previamente, testamentos urgentes e emissão/entrega de cartão de cidadão e passaporte em situações de prioridade extrema.
  • O STRN acusa o Instituto dos Registos e Notariado de recolha ilegal de dados sobre a adesão em tempo real; o Governo nega instrumentalização e o IRN é referido como tendo divulgado um acordo com seis sindicatos.

As conservatórias e lojas do cidadão encerraram ou funcionaram apenas para casos urgentes no primeiro dia de greve dos trabalhadores dos registos e do notariado, que decorre até sábado. A paralisação afeta o funcionamento em todo o país, com execuções limitadas para serviços essenciais.

O STRN, que convocou a greve, diz que a adesão está em torno de 80% a nível nacional, com exceções nas regiões autónomas. Quase metade do quadro não está disponível, agravando atrasos em registos, nacionalidade e outros serviços públicos.

A greve recebeu apoio considerável, com decisões de encerramento em distritos como Porto, Lisboa, Leiria, Guarda e Santarém. O governo é apontado pela liderança do STRN como responsável pela atual quebra, devido à gestão de recursos humanos e às assimetrias salariais.

Situação operacional e reivindicações

Segundo Arménio Maximino, faltam 270 conservadores (38%) e 2731 oficiais (45%), com aposentadorias não substituídas. A greve visa avanços no recrutamento, eliminação de diferenças salariais e investimento das taxas pagas pelos utentes no setor.

O STRN defende que, sem meios humanos, os prazos podem chegar a três a nove meses, com alguns serviços de nacionalidade a demorar anos. O sindicato aponta que a paralisação não visa punir cidadãos, aceitando serviços mínimos como casamentos civis agendados e emissões urgentes de documentos.

Controvérsia sobre dados de adesão

O STRN acusa o IRN de recolher dados em tempo real sobre a adesão, prática que considera ilegal e intimidatória. O sindicato também critica a divulgação de um acordo assinado em março com seis sindicatos, alegando interferência na mobilização.

O Ministério da Justiça rejeita qualquer instrumentalização e sustenta que as informações foram divulgadas de forma institucional. O governo afirma manter o programa de serviços mínimos para não comprometer casos urgentes.

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