- Edgar Morin morreu aos 104 anos, marcando o fim de um percurso ligado às grandes transformações do século XX.
- Foi visto como sismógrafo das tendências da época e como alguém que alertava para perigos emergentes.
- No livro de 1951, L’homme et la mort, Morin introduziu o conceito de amortalidade.
- A amortalidade distingue-se da imortalidade e descreve a ausência de morte natural ou por envelhecimento, sugerindo que a ciência pode atrasar a morte por tempo indefinido.
- A obra analisa a concepção de morte desde sociedades arcaicas até à modernidade.
Edgar Morin morreu aos 104 anos, confirmou-se recentemente. A notícia chega ao fim de uma vida dedicada a observar e interpretar a sociedade contemporânea.
Conhecido como mestre da resistência, Morin foi visto como um sismógrafo das tendências do seu tempo, alertando para perigos emergentes e permanecer relevante como pensador moderno.
Em 1951, publicou L’homme et la mort, obra que abordou a concepção da morte ao longo de sociedades arcaicas até à modernidade. Nele, introduziu o termo amortalidade, distinguindo-a de imortalidade religiosa ou mítica.
Contexto
A amortalidade, segundo Morin, descreve a ausência de morte natural ou por envelhecimento, sugerindo que a ciência poderia adiar a morte por tempo indefinido.
A obra destacou a diferença entre morrer por causas naturais e a ideia de prolongar a vida através de avanços científicos, uma linha de pensamento que influenciou debates sobre envelhecimento e saúde pública.
Fontes próximas citam a memória crítica de Morin para a compreensão de crises históricas, mantendo-se fiel ao seu estilo analítico e contextual. Publicado pelos media portugueses, o anúncio registra a perda de um pensador marcante do século XX.
Entre na conversa da comunidade