- Cinco homens, com idades entre 19 e 26 anos, estão em prisão domiciliária com pulseira eletrónica e são acusados pelo Ministério Público do Barreiro de homicídio qualificado na forma tentada, após ataque à pedrada a dois vigilantes de um estaleiro de construção.
- O motivo do crime foi considerado fútil, relacionado com o grupo ter sido impedido de entrar no recinto, ocorrido a 27 de maio do ano passado.
- Os vigilantes foram agredidos após um primeiro choque: um suspeito terá apertado o pescoço a uma das vítimas, que reagiu com um empurrão; em sequência, houve vidro partido e as agressões continuaram com murros, pontapés e pedradas. As vítimas ficaram com ferimentos graves e foram hospitalizadas.
- Câmaras de videovigilância registaram as agressões e a fuga dos cinco no veículo; em novembro, a Polícia Judiciária deteve-os, ficando em prisão preventiva. Dois suspeitos ficaram libertados mais tarde, um por provar que estava a trabalhar como motorista de TVDE e outro por identificação incorreta nas imagens.
- Os dois últimos acusados entregaram-se há cerca de duas semanas e também ficaram em prisão domiciliária. O advogado Pedro Pestana defendeu os libertados e indicou que poderá haver pedidos de indemnização, bem como a abertura de instrução do processo para os demais arguidos.
Cinco homens, com idades entre 19 e 26 anos, estão acusados pelo Ministério Público (MP) do Barreiro de homicídio qualificado na forma tentada, no âmbito de um ataque com pedras a dois vigilantes num estaleiro de construção. O crime, alegadamente motivado por um motivo fútil, ocorreu depois de o grupo ter sido impedido de entrar no recinto.
O incidente, que remontou a 27 de maio do ano passado, verificou-se quando os vigilantes já fechavam o estaleiro. Um dos suspeitos foi visto a violar o espaço; ao ser detido, um deles apertou o pescoço de uma das vítimas. O grupo intensificou a violência: um vidro da viatura foi partido, os vigilantes foram agredidos com murros e pontapés e, já no chão, apedrejados na cabeça e no corpo. Ambos foram hospitalizados com ferimentos graves.
Câmaras de videovigilância registaram as agressões e a fuga do veículo dos cinco jovens. Em novembro, a Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal deteve os intervenientes, que ficaram em prisão preventiva. Dois arguidos ficaram mais tarde libertados, um por prova de trabalho como motorista de TVDE no momento das agressões, o outro por identificação incorreta nas imagens.
Situação processual e defesa
Os restantes dois arguidos entregaram-se à justiça há cerca de duas semanas e permaneceram em prisão domiciliária. O MP manteve a acusação, com a cerimônia de instrução prevista para seguir o curso normal do processo.
O advogado Pedro Pestana, que representa dois dos arguidos libertados, disse apreciar a libertação por inocência de terceiros e indicou que pode haver pedido de indemnização. O mesmo profissional representa também outros dois arguidos, e confirmou que irá pedir a abertura de instrução do processo.
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