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Itália recusa extraditar aliada de Bolsonaro e ordena libertação

Tribunal italiano rejeita extradição de Carla Zambelli e ordena libertação; Brasil analisa próximos passos e riscos de nova detenção

Carla Zambelli invadiu o sistema informático do Conselho Nacional de Justiça brasileiro e perseguiu de arma na mão um jornalista negro nas ruas de São Paulo.
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  • A justiça italiana rejeitou a extradição de Carla Zambelli e ordenou a libertação imediata, surpreendendo o governo de Lula e o juiz Alexandre de Moraes.
  • Zambelli, ex-deputada brasileira de extrema-direita, encontrava-se numa penitenciária feminina em Roma desde junho do ano passado, após fugir do Brasil.
  • A decisão trata de dois processos de extradição abertos por Moraes: invasão ao sistema informático do Conselho Nacional de Justiça e porte ilegal de arma com perseguição de arma a um jornalista negro em São Paulo, em 2022.
  • O advogado Fábio Pagnozzi afirmou que os argumentos que defenderam a desproporcionalidade das penas foram aceites, e indicou que vai avaliar se a deputada permanece na Itália ou procura outro país.
  • Zambelli fugiu para a Itália em maio de 2025 por possuir dupla cidadania; o governo brasileiro planeava transferi-la para a Penitenciária Feminina de Brasília antes da decisão italiana.

A justiça italiana rejeitou o pedido de extradição de Carla Zambelli, aliada de Jair Bolsonaro, e ordenou a sua libertação imediata. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Cassação de Roma, nesta sexta-feira. Zambelli encontrava-se numa penitenciária feminina de Roma desde junho do ano passado. A Justiça italiana manteve a negativa de extradição, não havendo transferência para o Brasil.

A defesa argumentou que as condenações brasileiras foram desproporcionais e baseadas no depoimento de um hacker considerado mentiroso pela própria Justiça brasileira. O advogado Fábio Pagnozzi informou que vai analisar se a ex-parlamentar deve permanecer na Itália ou buscar abrigo noutro país.

O que está em jogo

Os dois processos de extradição envolvem: invasão ao sistema do CNJ brasileiro e porte ilegal de arma, com perseguição a um jornalista negro nas ruas de São Paulo, em 2022. O caso ganhou repercussão internacional pela figura pública de Zambelli.

Implicações legais e políticas

O governo brasileiro, liderado por Lula, não participou da decisão italiana, mas afirmou manter o pedido de extradição ativo. Zambelli foi detida em junho de 2025 após fugir do Brasil, onde enfrentava condenações do STF.

A decisão italiana surpreendeu autoridades brasileiras, já que os planos eram transferi-la para a Penitenciária Feminina de Brasília, conhecida como Colmeia. O governo brasileiro mantém Zambelli na lista da Difusão Vermelha da Interpol.

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