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Aspirina reduz o risco de cancro colorretal, aponta estudo

Estudo revela que aspirina de 75–100 mg diária pode reduzir pela metade o risco de cancro colorretal em portadores da síndrome de Lynch, com dados ainda preliminares

Estudo mostra que aspirina reduz risco de cancro colorretal em pessoas com síndrome de Lynch
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  • A síndrome de Lynch aumenta o risco de cancro colorretal em até 80%.
  • Um estudo da Universidade de Newcastle, Inglaterra, em 2020, com 861 pacientes ao longo de dez anos, mostrou que uma dose diária de 600 mg de aspirina reduz o risco pela metade.
  • Um segundo estudo, ainda em revisão por pares, indica que doses mais baixas de aspirina (75–100 mg) podem ter efeitos idênticos ou superiores.
  • Dados preliminares sugerem que quem tomou aspirina durante dois anos teve 50% menos cancro colorretal.
  • O responsável pelo estudo, John Burn, disse que pretende continuar a pesquisa por mais alguns anos para obter dados mais fiáveis.

A aspirina pode reduzir o risco de cancro colorretal entre portadores da síndrome de Lynch, uma condição hereditária que aumenta o risco de vários cancros. Um conjunto de estudos tem mostrado resultados promissores com o uso diário de anti-inflamatório.

O estudo original da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, arrancou em 2020 e acompanhou 861 pacientes ao longo de 10 anos. Nessa investigação, uma dose diária de 600 mg de aspirina reduziu pela metade o risco de cancro colorretal em indivíduos com a síndrome de Lynch.

Um segundo estudo, ainda em avaliação por pares, apresenta resultados preliminares muito positivos com uma dose muito menor. Entre 75 e 100 mg diários, os investigadores sugerem efeitos equivalentes ou superiores aos observados com a dose mais alta. O líder do estudo, John Burn, indicou que a equipa continuará a recolher dados por mais anos para reforçar a fiabilidade dos resultados.

Resultados em revisão

Os investigadores indicam que, após dois anos de toma, houve uma redução de cerca de 50% no risco de cancro colorretal entre os participantes. Os cientistas pretendem ampliar a duração do estudo para confirmar a eficácia a longo prazo e a segurança da utilização de doses mais baixas.

Os resultados, ainda em fase de validação científica, poderão influenciar futuras recomendações sobre prevenção para pessoas com síndrome de Lynch. As equipas envolvidas trabalham para confirmar se doses mais baixas mantêm o mesmo nível de proteção. As informações devem ser avaliadas com cuidado até existirem dados definitivos.

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