- Os ministros de Finanças do G7 reuniram-se em Paris para discutir desafios económicos globais, com foco no estreito de Ormuz e nas sanções contra a Rússia.
- O grupo manteve uma posição unânime de apoio à Ucrânia e compromisso de manter a pressão sobre a Rússia.
- Os EUA prorrogarem a suspensão temporária das sanções sobre o petróleo russo armazenado no mar, enquanto a União Europeia criticou a decisão.
- O comunicado do G7 destaca cooperação multilateral e alerta para riscos à economia global, incluindo impactos nas cadeias de abastecimento de energia, alimentos e fertilizantes.
- A reunião serve de preparação para a cimeira de junho em Évian, com convidados não membros como Brasil, Índia, Quénia e Coreia do Sul.
O G7 reuniu-se em Paris, nesta semana, para debater desafios económicos globais. O encontro envolveu ministros das Finanças dos países do grupo e contou com a presença de representantes do Tesouro dos EUA. O objetivo é manter a pressão sobre a Rússia e responder a impactos do conflito no Médio Oriente.
Na abertura, o ministro francês da Economia e Finanças, Roland Lescure, disse que o G7 é unânime em apoiar a Ucrânia. A reunião decorre num contexto de aumentos de preços e incerteza económica global, agravados pela tensão regional.
Antes do encontro, Valdis Dombrovskis, comissário europeu para a Economia, criticou a prorrogação temporária das sanções sobre o petróleo russo armazenado no mar. O comissário afirmou que não é o momento de aliviar a pressão sobre a Rússia.
A reunião decorre num ambiente tenso, com discussões francas para encontrar soluções de curto e longo prazo. Os ministros confirmaram o objetivo de manter a estabilidade económica diante dos riscos geopolíticos.
Compromisso com a cooperação multilateral
O comunicado final aponta para um retorno rápido a trânsito livre no estreito de Ormuz, que continua fechado desde março. O G7 realça o compromisso com a cooperação multilateral para enfrentar riscos económicos globais.
A nota destaca ainda as pressões sobre cadeias de abastecimento de energia, alimentos e fertilizantes, que afetam especialmente os países mais vulneráveis. A situação é apresentada como desafio comum.
Perspectivas para Évian
A cimeira do G7 em Évian, França, em junho, está a ser preparada com a presença de países não membros. Entre eles estão Brasil, Índia, Quénia e Coreia do Sul, reunidos com Canadá, Alemanha, França, Itália, Japão, Reino Unido e EUA. O encontro será presidido por Emmanuel Macron.
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