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Polónia espera melhorar relações com Hungria após mudança de governo

Polacos pressionam pela extradição de Ziobro e Romanowski; vitória de Tisza surge associada à redução da influência russa na União Europeia

Péter Magyar e Donald Tusk em Munique, a 13 de fevereiro de 2026
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  • Sondagem Europion com 800 polacos mostra que 36% estão muito satisfeitos e 14% positivos com os resultados das eleições na Hungria; 7% não estão satisfeitos, e um terço é neutro.
  • Entre apoiantes do Partido da Lei e da Justiça, a maioria também gostou da vitória de Tisza, com 30% muito satisfeitos e 13% a lamentar; o apoio entre governistas é de 75% muito positivo.
  • Oito em cada dez polacos não viram surprise na vitória de Tisza; 40% ficaram surpreendidos e 30% não tinham acompanhado suficientemente a política húngara.
  • Sobre a extradição dos dois políticos do PiS com asilo na Hungria (Ziobro e Romanowski): 30% defendem extradição imediata, 19% querem que o asilo seja retirado; 10% mantêm o asilo independentemente da política; 44% esperam a extradição, 13% acreditam que o asilo ficará; 18% prevêem fuga para um país terceiro.
  • Em termos de impactos, 45% dizem que a vitória é relevante para a UE/Polónia; metade acredita que reduziria a influência russa; desbloqueio de fundos da UE é visto como o maior desfecho, seguido pela redução da influência russa (36% e 34% respetivamente).

O que aconteceu, quem está envolvido e por quê: uma sondagem da Europion com 800 polacos revela aprovação mista da mudança de governo na Hungria e um clamor por extradição de dois políticos do PiS que seek asylum em Budapeste. Os dados mostram impacto nas perceções sobre a relação polaco-húngara.

A pesquisa indica que 36% dos polacos estão muito satisfeitos e 14% satisfeitos com os resultados eleitorais na Hungria. Apenas 7% não estão satisfeitos, entre eles quem viu Viktor Orbán como aliado relevante. Um terço permanece neutro em relação à política interna húngara.

Entre apoiantes do PiS, há maioria satisfeita com a vitória da lista liderada por Tisza: 30% muito satisfeitos, 13% insatisfeitos. O apoio entre seguidores da coligação governamental é ainda mais expressivo, com 75% muito positivos e 14% positivos. Donald Tusk telefonou a Péter Magyar após as eleições, o que foi visto como sinal de alinhamento.

Extrarção de políticos do PiS e o asilo

Uma das questões centrais são os dois polacos que fugiram para a Hungria para evitar processos. Ziobro e Romanowski receberam asilo; agora, de acordo com Péter Magyar, o asilo pode ser revisto. Segundo a Europion, 30% dos polacos defendem extraditar imediatamente, 19% preferem que a Hungria retire o asilo.

Apenas 10% apoiam manter o asilo independentemente da política. Entre os eleitores do PiS, 30% defendem a extradição ou a retirada do asilo, com 31% favoráveis à ação. No conjunto da população, 44% esperam que Ziobro e Romanowski sejam extraditados no futuro, enquanto 13% acreditam que o asilo será mantido.

Influência russa na UE

O inquérito também analisa perceções sobre a influência russa. Cerca de 45% afirmam que a vitória de Tisza é relevante para a UE e para a Polónia, e metade espera redução da influência russa na UE. 27% consideram o tema de importância moderada ou baixa.

No agregado, 36% apontam a desbloqueação de fundos da UE como o resultado mais importante da mudança de governo, com 34% a ver a redução da influência russa logo a seguir. A eleição do PiS, em terceiro lugar, foi considerada de grande importância por 29% dos inquiridos.

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