- O Presidente colombiano Gustavo Petro afirmou que o modelo de capitalismo é “suicida” ao depender de combustíveis fósseis, durante a Conferência para a Transição dos Combustíveis Fósseis em Santa Marta.
- A conferência, organizada pela Colômbia e pelos Países Baixos, visa encurtar a distância entre discursos e ações para abandonar carvão, petróleo e gás natural.
- O comissário europeu do Clima, Wopke Hoekstra, defendeu abandonar energias fósseis para alcançar independência energética e cumprir os compromissos do Acordo de Paris, num contexto de debates sobre emissões e avaliação global.
- Cientistas alertaram para a urgência da transição, com Johan Rockström a afirmar que é preciso reduzir as emissões globais em pelo menos 5% ao ano para manter o objetivo de 1,5 graus Celsius, apoiando uma cooperação científica internacional.
- A organização de nova conferência já está marcada para início de 2027, com Tuvalu a assumir a organização, em conjunto com outros países do Sul Global.
O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, discursou na conferência de Santa Marta dedicada à transição dos combustíveis fósseis. O evento, em parceria entre Colômbia e Países Baixos, ocorre de forma paralela às negociações da UNFCCC e procura acelerar o abandono de carvão, petróleo e gás. O tom foi firme, alinhado com metas climáticas globais.
Durante o primeiro dia do segmento de alto nível, Petro apelou a um abandono progressivo dos combustíveis fósseis para assegurar independência energética. O debate reúne líderes, cientistas e ativistas para discutir caminhos e prazos. A conferência visa apresentar um roteiro para a COP30, já que as delegações buscam ferramentas para reduzir emissões.
Participantes e contexto
Wopke Hoekstra, comissário europeu do Clima, insistiu na necessidade de abandonar energias fósseis para cumprir compromissos de emissões do Acordo de Paris. Do lado colombiano, Irene Vélez destacou que fósseis sustentam economias neocoloniais e destacaram vulnerabilidades estruturais. A UE, por seu turno, pondera políticas sobre metano e exploração energética.
Ciência e caminhos para a transição
Especialistas presentes defenderam a redução global de emissões em 5% ao ano para manter o aquecimento abaixo de 1,5 graus. Johan Rockström reforçou a urgência e apresentou uma colaboração científica internacional para apoiar a transição energética. Dinâmicas políticas e ambientais continuam a influenciar decisões nacionais e regionais.
Perspetivas futuras
A conferência de Santa Marta continua hoje e prepara a próxima edição, prevista para início de 2027, organizada por Tuvalu com apoio de países do Sul Global. O objetivo é consolidar compromissos de transição e manter o foco em ações concretas para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
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