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A Boa Alma de Setsuan ganha nova encenação

Nova encenação de A Boa Alma de Setsuan questiona ética num mundo que penaliza a solidariedade, frente a desigualdades e extremismos

"A Boa Alma de Setsuan" de Bertolt Brecht, traduzida por Ilse Losa
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  • Nova encenação de Rui Luís Brás de A Boa Alma de Setsuan, apresentada pela Teatroesfera, companhia fundada em 1995 com mais de 60 produções próprias.
  • Espetáculo em cartaz de 24 de abril a 10 de maio, às sextas-feiras e sábados às 21h e aos domingos às 16h, no Teatroesfera.
  • O texto original é de Bertolt Brecht e tem tradução de Ilse Losa; encenação fica a cargo de Rui Luís Brás.
  • A peça contextualiza tensões sociais globais, extremismos, desigualdades e falta de empatia, questionando a ética num sistema que penaliza a solidariedade.
  • Aborda temas de desigualdade económica, exploração de pessoas vulneráveis, injustiça social e dilemas éticos frente às exigências do mundo atual.

O A Boa Alma de Setsuan, de Bertolt Brecht, ganha uma nova encenação de Rui Luís Brás, apresentada pelo Teatroesfera. A peça sobe a palco no Teatroesfera, de 24 de abril a 10 de maio, às sextas-feiras e sábados às 21h e aos domingos às 16h.

Num contexto mundial marcado por tensões sociais, crescentes extremismos e desigualdades, a produção propõe uma reflexão sobre a possibilidade de agir com ética num sistema que muitas vezes penaliza a solidariedade. A obra, escrita na primeira metade do século XX, mantém a atualidade ao abordar temas como desigualdade económica, exploração de vulneráveis e injustiça social.

A encenação reinterpreta Brecht para o público contemporâneo, mantendo a tradução de Ilse Losa e potenciando uma leitura crítica sobre valores éticos versus as exigências do mundo atual. O espetáculo integra música, sonoplastia e uma equipa criativa que visa uma leitura rígida e objetiva dos conflitos apresentados.

Elenco e equipa

A apresentação conta com intérpretes como Ana Landum, Ana Lúcia Palminha, David Mesquita, Filipa Chaves, Guilherme Brás, Isabel Ribas, Jorge Estreia, Paula Sousa, Pedro Bargado, Rui Luís Brás e Tiago Ribas. A direção artística fica a cargo de Paula Sousa, enquanto a direção técnica é de Jorge Estreia. A produção é de Leandro Rodrigues Gouveia e Hermínia Melo.

Entre os elementos cenográficos, destacam-se Marta Fernandes da Silva (cenografia), Rafaela Mapril (figurinos) e El Duplo (desenho de luz). A coordenação de som e luz é assegurada por Adriana Ribas, com assistência de encenação de Adriana Ribas. A direção de produção acontece sob responsabilidade de Ana Landum.

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