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Satélites monitorizam florestas da Região de Coimbra para evitar fogos

Satélites monitorizam a região de Coimbra para prevenir incêndios; 19 municípios recebem mapas trimestrais com dados de cobertura e recuperação, com potencial de reduzir incêndios até 30%

Fogos
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  • EOS Data Analytics monitorizará a floresta da Região de Coimbra em 19 municípios durante um ano, usando dados de satélite para prevenir incêndios.
  • Em 2025 a região registou mais de 64.000 hectares ardidos; o projeto, com a parceria da EOSSAT, é apoiado pela Agência Espacial Europeia através do programa InCubed.
  • A área de atuação é de 4.336 km², com identificação de riscos de incêndio, apoio à prevenção, avaliação de perdas e planeamento da recuperação, através de mapas trimestrais na plataforma Sistema de Apoio à Decisão e Gestão da Emergência (SADGE).
  • A solução usa o satélite EOS SAT-1 (resolução de três metros), com processamento automatizado e validação por especialistas.
  • O objetivo é reduzir incêndios e aumentar a precisão da monitorização; pode chegar a até noventa por cento na identificação de áreas de risco e reduzir até trinta por cento o número de incêndios, preservando até vinte e cinco mil hectares por ano na região.

A EOS Data Analytics (EOSDA) vai monitorizar 19 municípios da Região de Coimbra com dados de satélite para prevenir incêndios, num projeto de um ano. A iniciativa envolve a EOSDA, a empresa portuguesa EOSSAT e a Agência Espacial Europeia (ESA). O objetivo é mapear alterações na cobertura florestal, áreas ardidas e o progresso da recuperação.

Em parceria com a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, o projeto cobre uma área de 4 336 km2 e tem início em março. O financiamento resulta do programa InCubed da ESA, que apoia aplicações comerciais baseadas em dados de observação da Terra.

O contrato prevê a utilização do satélite EOS SAT-1, com resolução de três metros, aliado a processamento automatizado e validação por especialistas. Os mapas serão atualizados a cada três meses para apoiar a prevenção e o planeamento da recuperação.

Os mapas trimestrais vão ser disponibilizados através da plataforma SADGE da CIM Região de Coimbra. A ferramenta incluirá alterações na cobertura florestal, áreas ardidas e o ritmo de recuperação, ajudando na tomada de decisões.

A ESA, por seu lado, destaca que o InCubed transforma dados de Observação da Terra em serviços úteis para enfrentar desafios reais. O responsável pelo programa na ESA sublinha o potencial de uso local da tecnologia de satélite.

A direção da EOSDA afirma que o projeto pode reduzir o impacto de incêndios e melhorar a resiliência das comunidades. A experiência é apresentada como piloto com perspetiva de expansão para outras regiões.

A estimativa da EOSDA aponta que, ao longo do ano, pode haver até 90% de precisão na identificação de zonas de risco. Com isso, a empresa antecipa a possibilidade de diminuir até 30% o número de incêndios na região.

A iniciativa prevê ainda a proteção de até 25 000 hectares por ano na Região de Coimbra, por meio da monitorização contínua e da intervenção preventiva mais precisa.

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