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Governo dos Açores avança com plano pioneiro de gestão de secas

Açores lança plano pioneiro de gestão de secas, visando preparação, adaptação e contingência para enfrentar a escassez hídrica e proteger ecossistemas

Açores
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  • O Governo Regional dos Açores criou o Plano de Gestão de Secas e Escassez dos Açores (PSE-Açores), o primeiro do país neste âmbito, para enfrentar situações de escassez hídrica.
  • O objetivo é preparar a região de forma organizada, preventiva e eficaz, com um instrumento estratégico de planeamento pioneiro a nível nacional.
  • O plano será desenvolvido em articulação com o Plano de Gestão da Região Hidrográfica e o Programa Regional para as Alterações Climáticas, apoiado em três eixos: adaptação, preparação e prevenção, e contingência.
  • Alonso Miguel sublinhou que, apesar de dados apontarem disponibilidade hídrica globalmente positiva nos Açores, o risco de escassez persiste devido a alterações na precipitação e a limitações dos sistemas de abastecimento.
  • Nos Açores, cerca de 98% da água é de origem subterrânea, o que impõe uma atuação integrada para captação, armazenamento e mitigação de impactos de fenómenos climáticos extremos.

O Governo Regional dos Açores anunciou o lançamento de um Plano de Gestão de Secas e Escassez dos Açores (PSE-Açores), pioneiro em Portugal. O objetivo é preparar a região para enfrentar situações de escassez hídrica de forma organizada, preventiva e eficaz. A iniciativa foi apresentada pelo secretário regional do Ambiente.

Alonso Miguel destacou que o plano é um instrumento estratégico de planeamento, único no país, cuja finalidade é proteger os açorianos, o equilíbrio dos ecossistemas e as atividades económicas. O governante sublinhou ainda que a região tem dado especial atenção aos fenómenos meteorológicos extremos e às ameaças associadas.

Para além das tempestades, o responsável mencionou impactos das alterações climáticas como erosão costeira, subida do nível do mar, acidificação dos oceanos e salinização de solos e aquíferos. A escassez de água é encarada como um risco a exigir atuação integrada.

Nos Açores, cerca de 98% da água provém de origem subterrânea, o que reforça a necessidade de captar e armazenar recursos hídricos de forma coordenada. Miguel aponta que a disponibilidade hídrica global é favorável, mas o risco de escassez persiste devido à distribuição irregular da chuva.

Estrutura e objetivos

O PSE-Açores articula-se com o Plano de Gestão da Região Hidrográfica e o Programa Regional para as Alterações Climáticas. O plano assenta em três eixos: adaptação, preparação e prevenção, e contingência.

Implementação e cooperação

A iniciativa prevê uma atuação coordenada entre entidades regionais, locais e agentes económicos. O documento estabelece mecanismos de monitorização, gestão de recursos e resposta a eventos de seca para reduzir impactos na população e nas atividades económicas.

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