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Águia-de-bonelli eletrocutada é recuperada e devolvida à natureza

Águia-de-bonelli libertada na Lezíria Norte após recuperação de electrocussão, destacando o risco de linhas elétricas para aves ameaçadas

A águia-de-bonelli, no momento da sua libertação
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  • Águia-de-bonelli nascida em 2023, equipada com GPS, foi encontrada ferida em agosto do ano passado junto a uma linha eléctrica de média tensão.
  • Recolhida pela natureza da Reserva Natural do Estuário do Tejo e pelo Parque Natural da Arrábida, levou avaliação clínica que confirmou electrocussão.
  • Recuperou no Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Lisboa e foi libertada esta terça-feira em Vila Franca de Xira, na Lezíria Norte.
  • A SPEA e o ICNF alertam para o risco persistente das linhas elétricas, que constituem uma ameaça importante à águia-de-bonelli, espécie com estatuto de conservação.
  • Em Portugal, a espécie passa de classificada como Em Perigo (2005) para Vulnerável (2022); estima-se entre 150 e 180 casais reprodutores no país, com novas ações de mitigação em curso pelo LIFE LxAquila.

Uma águia-de-bonelli nascida em 2023, no Campo de Tiro de Alcochete, foi devolvida à natureza esta terça-feira após recuperar de uma electrocussão. O animal, equipado com GPS, já se encontra no habitat da Lezíria Norte, em Vila Franca de Xira.

O projeto LIFE LxAquila e a SPEA, em conjunto com o ICNF, acompanharam a ave desde a sua recolha em agosto do ano passado. Foi encontrada imóvel por mais de 24 horas, pousada num sobreiro sob uma linha eléctrica de média tensão, com a asa ferida.

O animal foi encaminhado para o Centro de Recuperação de Animais Selvagens (LxCRAS) da Câmara de Lisboa, onde foi submetido a avaliação clínica. A evolução foi considerada favorável, permitindo a libertação em território de Lezíria Norte.

Situação da espécie

A águia-de-bonelli é classificada como Vulnerável em Portugal desde 2022, com melhoria em Espanha. Estima-se que existam entre 150 a 180 casais reprodutores no país, embora continue exposta a riscos significativos.

A electrocussão e a colisão com linhas de energia permanecem entre as maiores ameaças. O ICNF afirma que a espécie utiliza áreas rurais e periurbanas onde existem apoios eléctricos com potencial de mortalidade.

O LIFE LxAquila, em parceria com a E-Redes, já corrigiu cerca de cem apoios eléctricos. No entanto, ainda existem estruturas perigosas que colocam em risco grandes aves de rapina.

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