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WWF aposta em conservação: Gerês, Caldeirão e cavalos-marinhos no Tejo

WWF Portugal foca três áreas para restauro até 2030 — Gerês, Caldeirão e estuário do Tejo — com 1,8 milhões de euros e financiamento do Lidl

O estuário do Tejo é uma das áreas de intervenção nas iniciativas de restauro da WWF Portugal
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  • A WWF Portugal definiu três áreas prioritárias para o restauro da natureza: serra do Caldeirão, Parque Nacional Peneda-Gerês e estuário do Tejo, entre as nove áreas mapeadas para 2030.
  • O plano Re-Store Portugal, com horizonte até 2030, pretende iniciar o restauro nestas zonas, mobilizando 1,8 milhões de euros em cinco anos.
  • No Tejo, as ações vão visar a conservação de cavalos-marinhos, com instalação de abrigos para proteger a população; o projeto inclui também monitorização de tubarões, raias e golfinhos.
  • O Lidl vai financiar o projeto, com início previsto para abril; a escolha do estuário foi feita pelos consumidores.
  • A estratégia envolve cogestão com comunidades locais, remoção de barreiras obsoletas em cursos de água e a necessidade de financiamento estável e contínuo para assegurar o restauro.

O restauro da natureza é prioridade da WWF Portugal, que marca o seu primeiro aniversário e visa reforçar a adaptação às alterações climáticas. O foco está em ações concretas, com recursos mobilizados e parcerias para avançar já nos próximos anos. Os governantes são chamados a manter a consistência do apoio.

Entre as áreas identificadas como prioritárias para o restauro até 2030 estão a serra do Caldeirão, o Parque Nacional da Peneda-Gerês e o estuário do Tejo, parte de um conjunto de nove zones propostas pela WWF Portugal. O objetivo é iniciar projetos relevantes já nos próximos anos.

O plano prevê mobilizar 1,8 milhões de euros em cinco anos para estas três zonas, contribuindo para a meta europeia de recuperar 20% das áreas degradadas até 2030. As ações pretendem demonstrar como soluções baseadas na natureza podem reduzir impactos de fenómenos climáticos.

Do Gerês ao Caldeirão

No Peneda-Gerês, as ações arrancam com a restauração de 50 hectares numa área ardida, dentro do único parque nacional de Portugal. Em Caldeirão, está previsto um reforço de 17 a 18 hectares de restauro florestal, com o envolvimento de empresas parceiras.

A estratégia de restauração envolve a co-gestão com produtores locais, pescadores e agricultores, incluindo a monitorização de recursos hídricos. A cooperação é central para a gestão sustentável de ecossistemas e do uso da água na região.

Estuário do Tejo e cavalos-marinhos

No estuário do Tejo, o foco é a proteção de cavalos-marinhos, considerados indicadores da saúde do ecossistema marinho. A intervenção envolve a instalação de abrigos para proteger a população, num projeto que não se limita a pradarias marinhas, mas à criação de habitats de proteção.

O financiamento envolve o Lidl, que apoia o projeto após consulta aos consumidores. O arranque das ações está previsto para abril, com continuidade de trabalhos sobre outras espécies, incluindo tubarões, raias e golfinhos que frequentam o estuário.

Envolvimento e financiamento

A WWF Portugal atua também na envolvência de comunidades locais, promovendo a co-gestão de pesqueiras, entre as quais a pesca do polvo no Algarve e a pesca do percebe no Sudoeste Alentejano. Este modelo facilita regras de pesca baseadas na realidade local.

A sustentabilidade financeira é um desafio central. Embora existam planos robustos de restauro, a organização insiste na necessidade de financiamento estável e de fundos públicos e privados para manter o ganho de território. O objetivo é evitar a interrupção de projetos após fases iniciais.

Responsabilidade pública e ambiente

A WWF Portugal reforça a importância de uma Lei do Restauro da Natureza e de um Plano Nacional de Restauro até setembro, com o ICNF a coordenar a comissão de acompanhamento. A organização participa nesse processo para assegurar soluções baseadas na natureza e consistência financeira.

A entidade sublinha que as soluções a implementar devem incluir remoção de barreiras obsoletas em rios, a fim de facilitar fluxo de água, sedimentos e espécies. Juntamente com o governo, a WWF procura ampliar intervenções estruturais até 2030.

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