- A Câmara de Leiria perspetiva mais de 7.600 toneladas de resíduos por recolher, devido ao mau tempo, com um custo acrescido estimado em 2,5 milhões de euros, envolvendo árvores, resíduos verdes, de construção e fibrocimento.
- A quantidade total recolhida desde 28 de janeiro ainda não é aferida; há muitos locais por recolher e dependem de dados da Valorlis e de quedas de árvores na área urbana.
- A Ecoambiente afirma ter recolhido mais de 10.000 toneladas entre 28 de janeiro e 23 de fevereiro; a Câmara acionou serviços extras de resíduos urbanos, limpeza de vias e remoção de árvores.
- São desafios a dispersão de resíduos pelo vento, danos em contentores e acessos obstruídos, bem como o grande volume de resíduos verdes num curto espaço de tempo que exige logística reforçada.
- O município aponta a necessidade de apoio financeiro e solicitou esclarecimentos a entidades regionais; apela à população para depositar corretamente os resíduos e reportar depósitos ilegais.
A Câmara de Leiria estima que existam mais de 7600 toneladas de resíduos por recolher, devido ao mau tempo. O valor inclui árvores, resíduos verdes, construção e demolição, e fibrocimento. O cálculo foi avançado pelo vereador Luís Lopes.
Não é possível ainda confirmar a quantidade total recolhida desde 28 de janeiro, data em que a depressão Kristin atingiu o concelho. O município ainda aguarda números da Valorlis e da queda de árvores na área urbana.
A Valorlis é responsável pela valorização e tratamento de resíduos urbanos na região da Alta Estremadura, que abrange vários concelhos vizinhos. A Ecoambiente gere a limpeza urbana de Leiria.
Entre 28 de janeiro e 23 de fevereiro, a Ecoambiente terá recolhido mais de 10 mil toneladas de resíduos indiferenciados. O município contratou serviços adicionais de recolha, remoção de árvores e resíduos com amianto.
Os técnicos municipais destacam desafios logísticos, como a dispersão de resíduos pelo vento, danos em contentores e obstruções de acessos. A recolha seletiva e a limpeza foram especialmente afetadas.
O aumento repentino de resíduos verdes, com quedas de ramos, exigiu reforço de capacidade logística e meios específicos para encaminhamento e triagem. A escassez de locais de armazenamento temporário agrava a situação.
A colaboração dos munícipes é considerada crucial para acelerar a normalização. O município planeia novos procedimentos de gestão de custos e evidência de apoios financeiros para amianto e resíduos não urbanos.
Quanto aos gastos, já foram assegurados 500 mil euros, com previsão de mais dois milhões de euros. Custos com a Ecoambiente e Valorlis devem somar cerca de 500 mil euros adicionais.
O autarca recorda que há resíduos de amianto a recolher com prioridade, em parcerias com operadores licenciados. A saúde pública orienta as intervenções municipais nesse cenário.
O município solicitou esclarecimentos a entidades regionais sobre apoios financeiros para enfrentar encargos extraordinários, incluindo operações de recolha, transporte e eliminação de amianto. A resposta foi encaminhada para a Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro.
Por fim, o edil apelou aos munícipes para utilizarem canais oficiais de entrega de resíduos e reportarem depósitos ilegais, de forma a proteger o ambiente e a saúde pública.
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