- O fenómeno La Niña deverá enfraquecer, abrindo caminho a um padrão climático neutro até julho.
- Entre março e maio, há sinal global de temperaturas da superfície acima da média, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
- A OMM avança que, de maio a julho de dois mil e vinte e seis, as hipóteses de formação de El Niño sobem para quarenta por cento.
- O El Niño está ligado a temperaturas globais mais altas e pode manifestar-se no fim de twenty twenty-six, com impactos variando por região.
- Apesar da incerteza da primavera, as previsões sazonais ajudam na gestão de riscos para agricultura, saúde, energia e água, segundo a OMM.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta já para sinais de temperaturas da superfície terrestre acima da média entre março e maio. O objetivo é acompanhar a evolução do ENSO, que oscila entre El Niño, La Niña e fases neutras, com atenção aos próximos meses. O La Niña permanece ativo, mas tende a enfraquecer.
Segundo a OMM, as probabilidades de se formar um El Niño entre maio e julho de 2026 sobem para 40%. Enquanto isso, a probabilidade de manter um padrão neutro até julho é de cerca de 60%. As mudanças no Pacífico influenciam de forma global as temperaturas.
O sistema ENSO, que regula padrões climáticos, tem impactos variados. O El Niño de 2023-24 foi um dos mais fortes, contribuindo para recordes de temperatura em 2024. A agenda da OMM inclui monitorização cuidadosa das condições nos próximos meses.
Incerteza na Primavera
As previsões de primavera são menos fiáveis devido à barreira de previsibilidade boreal, que afeta o ENSO. Dados recentes do Copernicus indicam que a temperatura global pode manter-se elevada no início de 2026, com possibilidade de novos recordes entre 2026 e 2028.
Apesar da incerteza, as previsões sazonalistas ajudam a evitar perdas económicas e são ferramentas-chave de planeamento para setores sensíveis ao clima. A OMM sublinha a utilidade destas previsões para agricultura, saúde, energia e gestão de água.
O fenómeno El Niño está associado a aquecimento global, com início pela subida das águas superficiais no Pacífico equatorial. Alterações na circulação atmosférica podem provocar secas em algumas regiões e chuvas intensas noutras, influenciando padrões de precipitação mundial.
Entre na conversa da comunidade