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Ópera retrata ecos do 25 de Abril

Três jovens exploram o legado do 25 de Abril através de uma jornalista a documentar uma foto do Verão Quente, enquanto o pai da protagonista resiste ao passado

Cátia Moreso, a jornalista, e Mariana Castello-Branco, o Anjo, protagonizam esta ópera
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  • A ópera Uma ópera para ouvir os ecos do 25 de Abril, de Eurico Carrapatoso a partir de um romance de Lídia Jorge, é apresentada com fragilidades e forças, destacando a voz de um Anjo que interroga histórias e História.
  • Trinta anos depois do 25 de Abril, três jovens procuram compreender a pulsão revolucionária e o que resta desse momento.
  • A personagem principal é Ana Maria Machado, jornalista que trabalha para uma televisão americana e vai realizar um documentário.
  • O documentário baseia-se numa fotografia de um jantar durante o Verão Quente de 1975, um dos picos de conflito que colocou o mundo de olho em Portugal.
  • Na fotografia aparece também o pai de Ana Maria, jornalista hoje inadaptado e zangado com o mundo, que resiste à proposta de reforma do jornal.

Trinta anos após o 25 de Abril, a ópera Uma Ópera para Ouvir os Ecos do 25 de Abril estreia-se com a encenação de Eurico Carrapatoso, a partir de um romance de Lídia Jorge. A obra examina a pulsão revolucionária e o que dela restou na memória coletiva.

A narrativa foca-se em três jovens que investigam o legado do período histórico, buscando compreender como as experiências de então moldaram o presente. O enredo cénico inclui uma jornalista chamada Ana Maria Machado, que trabalha para uma televisão americana e prepara um documentário.

O documentário resulta de uma fotografia de um jantar durante o Verão Quente de 1975, um dos momentos de maior tensão na revolução em Portugal. A imagem serve de ponto de partida para explorar a versão pessoal de Ana Maria e as relações com figuras familiares ligadas ao jornalismo.

Na peça, o pai de Ana Maria aparece como personagem secundário, um jornalista reformado que resiste a mudanças no setor. A narrativa propõe uma reflexão sobre o confronto entre tradição e transformação, e o papel da comunicação na construção da memória histórica.

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