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Duques de Edimburgo cruzam-se com a história de Portugal na Sé do Porto

Os duques de Edimburgo revivem, na Sé do Porto, o casamento de D. Filipa de Lencastre e D. João I, reforçando a ligação histórica entre Portugal e Inglaterra.

Isabel Stilwell, à esquerda, com os duques de Edimburgo na Sé do Porto
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  • Os duques de Edimburgo visitaram a Sé do Porto e, no mesmo dia, recuaram no tempo para reviver o casamento de D. Filipa de Lencastre e D. João I, celebrado a 2 de fevereiro de 1387, no local onde tudo aconteceu.
  • Antes, tinham estado no Mosteiro da Batalha, onde visitaram o túmulo de D. João e de D. Filipa, numa digressão histórica pela omnipresença da história de Portugal.
  • A cerimónia pública foi preparada em apenas doze dias, com convites enviados e uma semana de festas, para legitimar a nova dinastia, já que a bula papal demorava a chegar.
  • Na Sé, a igreja foi decorada com tapeçarias e armas de Portugal e Inglaterra, e destacaram-se as imagens de Nossa Senhora da Vandoma e Nossa Senhora da Silva, alvo de especial interesse da duquesa Sofia.
  • A visita incluiu ainda a partilha de pormenores históricos sobre os filhos de Filipa e João, e o bispo Manuel Linda encerrou com votos de continuidade da aliança entre Portugal e o Reino Unido.

No dia em que os duques de Edimburgo visitaram Portugal, a Sé do Porto foi palco de uma viagem no tempo. O objetivo foi reviver, no precise lugar onde tudo começou, o casamento de D. Filipa de Lencastre com D. João I, de 1387, e o momento da “voda”.

Após a passagem pelo Mosteiro da Batalha, onde visitaram o túmulo de D. João e D. Filipa, o grupo chegou ao Porto com a promessa de recriar, na Sé, os dias que marcaram a vida de Portugal naquela época. A deslocação contou com a presença do bispo do Porto, D. Manuel Linda.

À saída, uma multidão de turistas ficou junto à catedral, surpreendidos pela visita de membros da família real britânica. O encerramento temporário do templo gerou curiosidade e a concentração de curiosos foi constante, com telemóveis a registar o momento.

À espera de uma bula

Para o príncipe Eduardo, licenciado em História, ficou claro que, no século XIV, o espaço entre o paço episcopal e a Sé era marcado por uma dinâmica de poder diferente. As ruas eram floridas para disfarçar o cheiro da cidade medieval.

Os cronistas contam que Filipa e João realizaram duas cerimónias de casamento. Um enlace privado na Sé, seguido de uma cerimónia pública com pompa para agradecer o apoio da cidade e fortalecer a legitimidade da dinastia.

O episódio envolve uma encenação de convite e uma celebração que durou uma semana, com justas, torneios e música. A data oficial do casamento consumado acabou por depender de uma bula papal, que chegou anos depois e serviu de validação.

As imagens e as devoções

Durante o momento na catedral, o grupo aproximou-se do altar e percebeu a montagem simbólica que contou com tapeçarias e estandartes com as armas de Portugal e Inglaterra. Em destaque estavam as imagens de Nossa Senhora da Vandoma e de Nossa Senhora da Silva.

A duquesa Sofia mostrou particular interesse pela imagem de Nossa Senhora da Silva, associada à proteção de mulheres em dificuldades. A presença das peças religiosas acrescentou um toque de solenidade ao reenactment.

Recursos históricos e nomes reais

Filipa de Lencastre foi uma princesa inglesa que, casando tarde, recebeu uma formação destacada para a época. O casal teve vários filhos, incluindo referências a Eduarte e ao futuro D. Duarte, que em Windsor são lembrados nos registos de família.

A visita reuniu ainda curiosos sobre os laços entre as casas real britânica e portuguesa, e a expectativa de que a aliança permaneça relevante no futuro. O bispo do Porto encerrou o encontro, sublinhando o interesse comum na cooperação entre comunidades.

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