- Catorze dos 27 Estados-membros da UE criticaram a reabertura do pavilhão russo na Bienal de Veneza, numa reunião de ministros da cultura em Bruxelas.
- Muitos defenderam a decisão da Comissão Europeia de congelar uma subvenção de dois milhões de euros à Fundação da Bienal por permitir a participação da Rússia.
- A ministra da Cultura da Letónia, Agnese Lāce, pediu evitar a instrumentalização das instituições culturais pela Rússia.
- A Comissão e a presidência rotativa da UE (Chipre) apelaram à suspensão do financiamento, com o objetivo de realocar o dinheiro da Bienal para a reconstrução da Ucrânia.
- A Rússia mantém o seu pavilhão na Bienal, participando conforme regras; a última participação foi em 2019, não participou em 2024 e cedeu o espaço à Bolívia.
Em Bruxelas, 14 dos 27 Estados-membros da União Europeia criticaram a reabertura do pavilhão russo na Bienal de Veneza durante uma reunião entre ministros da Cultura. A controvérsia surgiu no seguimento da decisão de autorizar a participação da Rússia.
A reunião decorreu na terça-feira, com Bruxelas a defender a suspensão do financiamento à Fundação Bienal. O objetivo é evitar que a Rússia utilize o evento para prosseguir a propaganda cultural. A Comissão Europeia já tinha sinalizado o caminho para esse congelamento.
A Letónia liderou a iniciativa, denunciando a instrumentalização de instituições culturais pela Rússia. Entre os apoiantes da posição estavam Bélgica, Espanha e Polónia. A China não participou na discussão, que foi marcada por forte posicionamento contra a participação russa.
Reação da UE
A Comissão e a Presidência Europeia de Chipre apelaram à suspensão do financiamento existente, com destino a reconstrução da Ucrânia. Em abril, a Comissão abriu um processo de verificação de violações das condições da subvenção, que pode levar à suspensão automática.
A Fundação da Bienal manteve o argumento de que o evento deve continuar a ser um espaço de diálogo e liberdade artística, sob o argumento de que qualquer Estado reconhecido pela Itália pode candidatar-se à exposição.
A Rússia continua a manter um pavilhão na área de exposição da Bienal, com escolha independente de participação em cada edição. A última participação ocorreu em 2019; em 2022 os artistas russos retiraram-se e, em 2024, não houve pavilhão, com o espaço cedido à Bolívia.
A controvérsia sobre a participação russa gerou debates no âmbito da política italiana. O governo tem estado dividido entre salvaguardar a liberdade artística e evitar a normalização de ações associadas à agressão na Ucrânia.
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