- No terceiro dia de julgamento em Oakland, Califórnia, Elon Musk acusou um advogado da OpenAI de fazer perguntas enganosas para confundir ele e o júri.
- Musk sustenta que a OpenAI abandonou a missão inicial e tornou‑se uma empresa com fins lucrativos; a defesa da OpenAI nega irregularidades e diz que o processo visa travar o crescimento da empresa e beneficiar a sua rival xAI.
- O advogado William Savitt questionou Musk sobre depoimento anterior sobre não violar compromissos fundadores se os lucros fossem limitados; Musk comentou que depende do teto, e se for muito alto, a OpenAI torna‑se lucrativa na prática.
- A juíza Yvonne Gonzalez Rogers questionou a equipa jurídica de Musk sobre a criação de uma nova empresa no mesmo setor; Savitt perguntou sobre as outras empresas que Musk dirige e se todas são lucrativas; Musk respondeu que sim e que as vê como socialmente benéficas.
- O julgamento, que está a decorrer num tribunal federal em Oakland e deve prolongar‑se até ao final de maio, já contou com Musk como maior financiador inicial do ChatGPT, contribuindo mais de 44 milhões de dólares.
O terceiro dia do julgamento em Oakland, Califórnia, contou com novas interrogações dirigidas a Elon Musk pela defesa da OpenAI. O processo envolve a alegação de que a OpenAI deixou de lado a missão original para se tornar numa empresa com fins lucrativos, conforme acusa Musk. O depoimento ocorreu num tribunal federal, na sequência de várias declarações contestadas entre as partes.
A defesa da OpenAI afirma que o processo visa travar o rápido crescimento da empresa e favorecer a concorrente xAI, criada por Musk. O debate centrou-se nas obrigações fundadoras da OpenAI e na eventual transição para um modelo com lucros ilimitados para investidores.
Dinâmica do julgamento e intervenções da juíza
Durante a sessão, o advogado da OpenAI questionou Musk sobre um depoimento anterior relativo aos compromissos fundadores e aos limites de lucros aos investidores. A resposta de Musk sugeriu que o teto dos lucros condicionaria o enquadramento da empresa, segundo a linha de defesa. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers acompanhou o ritmo do interrogatório, pedindo foco nos factos.
Savitt, advogado da OpenAI, também questionou Musk sobre outras iniciativas empresariais, incluindo Tesla, SpaceX, Neuralink e X, e se estas entidades são lucrativas. Musk confirmou que são, mantendo que as operações são socialmente benéficas. O foco recaiu sobre a motivação de Musk para criar uma nova empresa no setor da IA.
Contexto e próximos passos
A juíza ressaltou que o julgamento não visa discutir cenários hipotéticos de IA nem o impacto plausível na humanidade. O processo permanece centrado em alegações de incumprimento da missão original da OpenAI e na relação entre doações iniciais de Musk e o controlo da empresa. O tribunal prevê manter a dinâmica até ao final de maio.
Musk foi o principal financiador inicial do ChatGPT, contribuindo com mais de 44 milhões de dólares para a OpenAI na fase de assinatura. O desfecho do caso pode influenciar o modelo de governança de organizações de IA de alto perfil nos Estados Unidos. O tribunal segue em funcionamento, com possibilidade de novo depoimento de Musk.
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