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Mulher suspeita de agredir filhos fica em prisão preventiva

Mulher de 52 anos fica em prisão preventiva por maus-tratos agravados contra dois filhos, com escalada de violência desde 2016 e internamentos

Mulher ficou em prisão preventiva
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  • Mulher de 52 anos ficou em prisão preventiva em Évora, indiciada de dois crimes de violência doméstica agravada contra dois filhos (17 e 5 anos).
  • Maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos são apontados pelo MP, com início de agressões já em 2016, quando o filho mais velho tinha oito anos.
  • A escalada incluiu agressões de grande gravidade e ameaças de morte; o jovem de 17 anos chegou a ser internado.
  • Criança de cinco anos foi colocada em acolhimento institucional; o jovem de 17 anos permaneceu internado após alta e seguiu para outra instituição no dia 3 de julho.
  • Após interrogatório, o juiz de instrução decretou a medida de coação mais gravosa; o MP também pediu memórias futuras de duas vítimas e de um terceiro filho, que foi encaminhado para acolhimento, sem fortes indícios de maus-tratos.

Uma mulher de 52 anos ficou em prisão preventiva em Évora, por forte indiciamento de dois crimes de violência doméstica agravada contra os seus filhos, um rapaz de 17 anos e uma criança de cinco. O Ministério Público confirmou a medida.

A acusada é acusada de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos, infligidos de forma reiterada e com grande intensidade, segundo o MP. A investigação aponta para uma escalada da violência.

Os factos remontam a pelo menos 2016, quando o filho mais velho tinha oito anos. Houve agressões de gravidade acompanhadas de ameaças de morte dirigidas aos filhos, em especial ao adolescente.

O caso foi comunicado ao MP no final de junho. Em 1 de julho, as vítimas foram ouvidas e foram emitidos mandados de detenção fora de flagrante delito, após assegurar o acolhimento institucional das crianças.

A criança de cinco anos foi logo colocada numa instituição de acolhimento. O jovem de 17 anos permaneceu internado até ser encaminhado para uma instituição no dia 3 de julho.

Antecedentes e situação atual

No interrogatório, o juiz de instrução manteve a prisão preventiva, sublinhando o perigo de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito. O MP pediu declarações para memória futura das duas vítimas.

Um terceiro filho, de 15 anos, também foi encaminhado para acolhimento, embora não haja fortes indícios de maus-tratos por parte da mãe segundo a investigação.

A acusada tem antecedentes por tráfico de droga e está a cumprir uma pena suspensa de quatro anos e quatro meses.

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